
Foto: Comunicação SAMU/Fahece
No município de São José, uma família viveu momentos de tensão e angústia com sua filha de apenas 14 dias. A bebê se engasgou após a mãe administrar medicamento com a seringa. A Unidade de Suporte Avançado do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU/USA) atendeu a vítima — que passa bem — realizando as técnicas de desengasgo. No momento em que uma pessoa se deparar com essa situação, tecnicamente chamada de Obstrução das Vias Aéreas por Corpo Estranho (OVACE), a pessoa deve ligar de imediato para o SAMU 192.
“Eu e meu esposo só tínhamos conhecimento da técnica por vídeo. Nunca aplicamos e nem praticamos em curso. Se eu pudesse aconselhar, todos deveriam ter ciência das técnicas, pois elas salvam vidas”, comenta a professora Rosimeri Schimitz, 34 anos, ao lado do esposo, Eliseu Santana, 40 anos e da pequena Agatha.
Em Santa Catarina, até 20 de outubro deste ano, mais de 900 ligações referentes a situações de engasgo já foram registradas pela Central de Regulação de Urgência (CRU) local que recebe, coordena e regula o atendimento de urgência e emergência médica recebidas pelo número 192. A cidade de Florianópolis lidera as ocorrências com 96 chamados, seguida de Joinville (78) e Criciúma (69). No mesmo período do ano passado, os mesmos municípios lideraram o ranking de chamados: Florianópolis com 85, Joinville com 64 e Criciúma com 49.
Dessas chamadas, 475 ocorrências foram atendidas pelas Unidades de Suporte Avançado, das oito macrorregiões que compõem a rede, localizadas nas cidades de Blumenau (63), Balneário Camboriú (61), Chapecó (23), Criciúma (78), Florianópolis (117), Joaçaba (16), Joinville (95) e Lages (22).
“Os atendimentos recebidos são quase diários desse tipo de ocorrência. Precisamos conscientizar ainda mais a população sobre a importância dos primeiros socorros, que são de extrema relevância no primeiro atendimento ao paciente com sinais de engasgo”, frisa o médico do SAMU, Fernando de Bortoli Pereira.
De janeiro a outubro de 2024, a maior parte dos atendimentos do SAMU, 221, foi na faixa etária de 0 a 13 anos. Na sequência estão as pessoas com mais de 60 anos (157), de 40 a 59 anos (47), de 20 a 39 anos (43) e de 14 a 19 anos (7).
O alerta dos profissionais do SAMU é para que toda pessoa, não apenas profissionais de saúde, saiba lidar com casos de engasgo, pois as primeiras manobras podem fazer a diferença entre a vida e a morte. Com a realização das técnicas corretas no paciente em até quatro minutos não há possibilidade do surgimento de problemas neurológicos, porém, quanto maior a espera, o tempo de vida se torna menor. “Antes de realizar a técnica, que é simples, porém eficaz, é necessário ligar para a emergência no 192. Após, a manobra de desengasgo pode ser realizada, e todo suporte será dado quando o SAMU chegar ao local.”

O que é engasgo
Ele acontece com todos, em diferentes idades, em bebês e em pessoas saudáveis. O engasgo é caracterizado quando ingerimos algo que desvia do caminho normal da ingestão, no caso, o esôfago. Quando comemos algo ou bebemos, e vai parar de maneira errada na via aérea (laringe, traquéia, brônquio, pulmão), o engasgo ocorre, causando o bloqueio total ou parcial das vias aéreas, de modo que a pessoa não consiga respirar ou falar. Entre as principais causas, estão o hábito de comer ou beber muito rapidamente, não mastigar corretamente o alimento e engolir ou inalar pequenos objetos.
Mais informações:
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Estado da Saúde
(48) 99134-4078
e-mail: imprensa@saude.sc.gov.br
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