

Cerca de 50 famílias, residentes na região da Baixada do Vila Elisa, estão sendo acompanhadas pela Prefeitura de Vitória da Conquista
As famílias que vivem na Baixada do Vila Elisa, área de risco identificada pela Defesa Civil, começaram nesta segunda-feira (3) a entregar a documentação necessária para participar do processo de seleção do Programa Minha Casa, Minha Vida. A iniciativa faz parte das ações do plano de reassentamento desenvolvido pela Prefeitura de Vitória da Conquista para famílias residentes em áreas de risco.
A Baixada do Vila Elisa é acompanhada pela Defesa Civil devido às características do terreno, que apresenta alagamentos recorrentes e expõe as famílias a situações de risco, especialmente durante os períodos chuvosos. Nesses casos, a Diretoria de Habitação de Interesse Social da Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação Social e Direitos Humanos (SASHDS) avalia a realidade das famílias e define, junto à comunidade, as estratégias mais adequadas para superar a situação de risco.
Segundo a coordenadora de Programas, Projetos Habitacionais, Assistência e Assessoramento Técnico da SASHDS, Yasmim Chaves, o plano busca oferecer soluções que garantam segurança às famílias sem romper os vínculos construídos ao longo dos anos no território onde vivem. “O plano de reassentamento tem como perspectiva ofertar moradia digna e qualificada às famílias residentes em áreas de risco e, sempre que possível, garantir que elas permaneçam próximas ao território onde já vivem, respeitando seus vínculos comunitários e facilitando a adaptação à nova moradia”, destacou a coordenadora.
Primeira ação do plano na Baixada do Vila Elisa
Como parte das ações previstas para a Baixada do Vila Elisa, a equipe da Diretoria de Habitação de Interesse Social da SASHDS realizou, no último sábado (1º), uma reunião com as famílias que vivem na área de risco, marcando a primeira etapa de execução do plano de reassentamento elaborado para esse território.
Durante o encontro, a equipe apresentou às famílias as estratégias previstas para a comunidade com o objetivo de superar a situação de risco. Entre as alternativas apresentadas, foi proposto o encaminhamento ao processo de seleção do Programa Minha Casa, Minha Vida, proposta aceita pelas famílias presentes. Também foram esclarecidas dúvidas sobre o programa e repassadas as orientações para o cadastramento e a entrega da documentação.
Ao todo, 29 representantes de famílias participaram da reunião e iniciaram, nesta semana, a entrega dos documentos na sede da secretaria. A ação contempla 51 famílias identificadas na área de risco. As demais serão contatadas pelas equipes de Habitação e do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) II – Vila América para receberem as orientações e iniciarem o processo de cadastramento. O contato será feito por meio de visitas e também pelo WhatsApp da Diretoria de Habitação de Interesse Social, no número (77) 3229-3211.
Por residirem em uma área de risco acompanhada pela Defesa Civil, essas famílias se enquadram no critério de priorização previsto pelo programa para esse público. Após a conclusão das etapas previstas no processo de seleção do Programa Minha Casa, Minha Vida, as famílias aptas deverão ser encaminhadas aos empreendimentos Vila Elisa 1 e Vila Elisa 2, localizados na mesma região. A medida busca garantir moradia em local seguro, preservando os vínculos comunitários e a rotina dos moradores no território onde já vivem.
Além do processo de encaminhamento ao programa habitacional, as famílias receberão acompanhamento socioassistencial prioritário antes e após a mudança para a nova moradia. O trabalho será desenvolvido de forma integrada pelas equipes da Habitação, do Cras II – Vila América e do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas (CAPS AD III), com ações voltadas ao processo de adaptação das famílias à nova realidade habitacional.
Entre as participantes está Heloísa Paixão Gonçalves, moradora da Baixada do Vila Elisa há cerca de seis anos. Mãe de três crianças, ela conta que a família convive diariamente com a umidade e os transtornos provocados pelas condições da área. “A água mina por debaixo da casa. Quando chove piora muito. Já perdemos móveis, as crianças adoecem e aparecem escorpiões, baratas e até cobra. Quando soube que poderia participar desse processo fiquei muito feliz. Saber que vamos continuar morando perto da escola do meu filho, do posto de saúde e de tudo o que já faz parte da nossa rotina é muito importante para a nossa família”, contou Heloísa.
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