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Senado Federal MAIS UM ABSURDO!

CPI das Fake News pode ser enterrada.

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News pode ser enterrada sem chegar a ser concluída. Segundo o O Globo, o presidente do colegiado, senador Angelo Coronel (PSD-BA), já avisou a aliados que não pretende levar adiante a comissão. A relatora, deputada Lídice da Mata (PSB-BA), não acredita que a investigação seja retomada neste ano de eleições.

20/04/2022 às 17h22
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: DCM / Reprodução
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Antes da suspensão da CPMI, nomes ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL) foram convocados a prestar depoimentos, mas não chegaram a ser ouvidos. Foto: Reprodução news.eduardorubinato.com.br
Antes da suspensão da CPMI, nomes ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL) foram convocados a prestar depoimentos, mas não chegaram a ser ouvidos. Foto: Reprodução news.eduardorubinato.com.br

Paralisada desde o primeiro trimestre de 2020 e sem previsão para voltar em 2022, a CPMI não pode continuar no próximo ano devido à mudança de legislatura.

Instalada em setembro de 2019, a comissão tinha o objetivo de apurar as, disseminação de desinformações que marcaram a eleição de 2018 e também o uso orquestrado de perfis falsos para atacar agentes públicos e instituições. Durante os cinco meses em que funcionou, teve como foco principal a atuação do chamado “gabinete do ódio”, grupo ligado ao vereador e filho do presidente, Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

Antes da suspensão da CPMI, nomes ligados ao presidente Jair Bolsonaro (PL) foram convocados a prestar depoimentos, mas não chegaram a ser ouvidos. Entre eles estão Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação do governo, o blogueiro Allan dos Santos, que está foragido nos Estados Unidos, além dos empresários Luciano Hang e Otávio Fakhoury.

Com o eventual encerramento da comissão, todo material juntado na investigação ficará para o acervo do Congresso, já que a CPMI ainda não tinha avançado ao ponto de solicitar indiciamentos para o Ministério Público.

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São dois os motivos apontados para que a CPMI das Fake News não retome os trabalhos. O primeiro é por ser ano eleitoral. Os parlamentares afirmaram que o foco deverá ser a disputa em seus estados e a participação na comissão exigiria uma atuação presencial que a maioria não está disposta a exercer.

O segundo motivo é o fato de aliados de Bolsonaro terem atualmente maioria no Congresso. Na visão de parlamentares da oposição, isso poderia atrapalhar as investigações, já que os principais alvos são bolsonaristas e pessoas próximas ao chefe do Executivo. 

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