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Estado vai adquirir produtos da agricultura indígena

A Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (SEE), por meio do Departamento de Licitações e Contratos, irá adquirir o excedente da produção agríco...

18/04/2022 às 18h35
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom Acre
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Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

A Secretaria de Educação, Cultura e Esportes (SEE), por meio do Departamento de Licitações e Contratos, irá adquirir o excedente da produção agrícola dos povos indígenas por intermédio da Comissão de Alimentação dos Povos Tradicionais (Catrapoa).

De acordo com a chefe do Departamento de Licitações, Débora Figueiredo, na semana passada foi realizada uma reunião com os agentes agroflorestais para viabilizar a aquisição dos alimentos, que será realizada com recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

O Catrapoa já existe no Amazonas e a experiência também está sendo trazida, este ano, ao Acre. Conforme explicado por Débora Figueiredo, trata-se de um projeto que viabiliza a compra de alimentos excedentes dos povos indígenas para a merenda escolar.

Objetivo é adquirir excedente da produção agrícola das aldeias indígenas. Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE
Objetivo é adquirir excedente da produção agrícola das aldeias indígenas. Foto: Mardilson Gomes/Arquivo SEE

“Estamos na fase de levantamento de produção das aldeias e de emissão das Declarações de Aptidão do Pronaf (Daps)”, informa. Inicialmente, o projeto-piloto pretende abranger em torno de 50 escolas indígenas com a compra da produção indígena, mas a ideia, segundo ela, é chegar a 150 aldeias beneficiadas.

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Nesse primeiro momento, o projeto de aquisição da produção das próprias comunidades para as escolas indígenas irá abranger os Manchineri de Assis Brasil, os Shanenawa de Feijó, e os Poyanawas de Mâncio Lima. Aldeias de Marechal Thaumaturgo, Jordão e Sena Madureira também serão contempladas.

“Além de trabalhar a diversificação da alimentação dos estudantes indígenas, a intenção da Secretaria de Educação, que preside a comissão composta por 11 organizações, é reduzir ao máximo os alimentos processados e gerar renda nas próprias aldeias”, informou a chefe de Licitações.

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