
O Governo do Ceará, por meio da Secretaria do Meio Ambiente (SEema), lançou, na manhã desta terça-feira (12), a Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da Fauna do Ceará – Mamíferos terrestres. O evento virtual foi transmitido pelo You Tube da Sema. De acordo com os pesquisadores, duas espécies já foram “com certeza extintas do Ceará”: a anta (Tapirus terresitris) e o tatu-canastra (Priodontes maximus). “Provavelmente, quatro estão extintas: a onça-pintada (Panthera onca), o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), o queixada (Tayassu pecari) e as populações nativas de bicho-preguiça (Bradypus variegatus)”, informou o pesquisador da Universidade Estadual do Ceará (Uece), Hugo Fernandes, coordenador científico da equipe que realizou o trabalho.
O titular da Sema, Artur Bruno, comemorou o resultado do trabalho que vai nortear ações específicas de conservação da biodiversidade no Ceará, destacou os próximos passos e informou que até o final do ano, a lista estará completa. “Hoje, apresentamos os mamíferos terrestres ameaçados, o próximo passo serão mostrados os mamíferos aquáticos, em seguida as aves e os répteis. Com isso, teremos um norte para políticas específicas de preservação”, disse. A Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da Fauna do Ceará – Mamíferos terrestres é o resultado da parceria entre a Sema, a academia e outras instituições da sociedade civil, no âmbito do Programa Cientista – chefe Meio Ambiente (Sema/Semace/Funcap).

Para o coordenador do programa Cientista-chefe Meio Ambiente, Luiz Ernesto Oliveira, a lista vermelha, hoje apresentada é de “fundamental importância” porque permite conhecer o estado de conservação das 128 espécies desses animais, presentes no Ceará, e nos coloca no seleto grupo de estados que podem contar com suas próprias listas vermelhas. “Isso vai permitir que possamos focar as políticas públicas de conservação naquelas espécies que merecem uma atenção mais urgente, bem como no ambiente em que vivem”, explicou. O Ceara é o terceiro estado do Nordeste a ter a sua própria lista. Bahia e Pernambuco já têm. “Embora exista uma lista nacional, a qual é muito importante, o Ceará não poderia deixar de ter a sua própria lista”, completa.
As listas, local e nacional se unem nesse esforço de conservação. Presente ao evento, a representante do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Mamíferos Carnívoros, do Instituto Chico Mendes de Conservação de Biodiversidade (ICMBio), Mariela Butti, parabenizou o Ceará e destacou o artigo 225 da Constituição Federal. “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado e cabe ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Damos as mãos, para juntos, atualizarmos a situação das espécies no Brasil. Parabéns!”, afirmou.

– Algumas espécies que nem sequer estão ameaçadas em nível nacional estão criticamente ameaçadas no Ceará. É o caso do quati (Nasua nasua) e do caxinguelê (Guerlinguetus brasiliensis),com registros raros e de localização restrita no estado. Ainda na categoria de “Criticamente em Perigo” (CR), encontram-se o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) e o morcego (Chiroderma visottoi).
– A pesquisa aponta 12 espécies na categoria “Em Perigo” (EN) e 8 como “Vulnerável (VU). Outro dado preocupante é que cerca de 17% das espécies estão na categoria DD (Dados Insuficientes). Ou seja, espécies que podem estar ameaçadas, mas que não há informações disponíveis para uma avaliação aferida;
– As espécies são classificadas em várias categorias, seguindo uma proposta mundial adotada pela IUCN (International Union for Conservation of Nature) Cada espécie é então avaliada e indicada em uma categoria, tais como “extinta”, “regionalmente extinta”, “criticamente em perigo”, “menos preocupante”, “dados insuficientes”, entre outras.
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