
Foto: Eduardo Cavalcante / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar
Na Escola Estadual Augusto Carneiro dos Santos, localizada no Centro de Manaus, pelo menos uma vez na semana, alunos se reúnem na quadra de esportes para aulas de Educação Física em diferentes modalidades. A escola atende, exclusivamente, alunos surdos. Na quadra, os alunos driblam as dificuldades e participam ativamente das atividades e dos desafios propostos.
As aulas são conduzidas pela professora Graça Abrahim, que estimula os estudantes à prática de exercícios desde a infância. Para se comunicar melhor com os alunos, Graça utiliza a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Foto: Eduardo Cavalcante / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar
“A atividade física, quando começa de criança, a experiência vai fazer dela um adulto à procura de saúde. Eu procuro incentivar fazendo minhas atividades e mostro aos alunos a importância de ter saúde e aprender o desporto”, disse Graça, que trabalha na escola há 40 anos.
Para a professora, é importante que os estudantes mantenham a prática regular de exercícios físicos desde os primeiros anos da vida escolar. Para isso, deve haver o acompanhamento dos pais ou demais responsáveis, para que haja comprometimento e frequência nas atividades. O objetivo é que as crianças desenvolvam o hábito para além da escola.
“É muito importante para eles tomarem gosto, porque nós estamos em uma sociedade dos ‘fast foods’. O maior desafio é buscar o aluno para a responsabilidade de uma atividade física”, disse Graça Abraim.
Inclusão
Para a estudante do 9º ano, Amanda Micaele, de 17 anos, as aulas de Educação Física melhoram o desempenho psicomotor e contribuem para a socialização entre os colegas.

Foto: Eduardo Cavalcante / Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar
“Eu já fico esperando o dia da Educação Física, porque nos ajuda a despertar todo o treino, seja de handebol, seja de outro esporte. O treinamento é muito bom, tanto que nós participamos de jogos na Vila Olímpica, no salto à distância e outras modalidades também”, disse Amanda.
Desse mesmo sentimento compartilha a estudante Rafaela Cristina, de 13 anos. Ela destacou a importância das atividades não só no desenvolvimento saudável, mas também no processo de aprendizagem escolar.
“Eu gosto de praticamente todos os esportes, porque eu sei que é importante aprendermos na nossa idade. Faz parte do processo de aprendizagem e é bom para a saúde”, disse Rafaela.
A professora treinadora Graça Abrahim ressaltou que cada aluno desempenha as atividades no seu próprio ritmo.
“O que eu tento fazer é incluir todos eles na mesma atividade. O menino ou menina que têm um pouco mais de dificuldade vai produzir um pouco menos, mas vai produzir e um dia chega lá. É para ir todo mundo, vai fazer todo mundo”, destacou a professora.
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