
Mais de 99% das crianças e adolescentes do Piauí com idade de 6 a 14 anos estão frequentando a escola, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados foram divulgados na sexta-feira (22). Com 99,4%, o Piauí está acima da média nacional de escolarização nessa faixa etária.
A pesquisa revela ainda que a taxa de escolarização entre crianças de 4 e 5 anos é de 98,8%; e a de jovens de 15 a 17 anos alcança 90,6%. O IBGE aponta também que o Piauí foi o estado que mais reduziu o analfabetismo entre jovens e adultos em todas as faixas etárias, ficando em 13,3% da população de 15 anos ou mais de idade – uma redução de de 1,5 ponto percentual em relação aos 14,8% de 2022. Com essa queda, o Piauí deixa de ser o estado com o maior índice de analfabetismo do país.
Para o governador Rafael Fonteles, os dados do IBGE comprovam o avanço das políticas adotadas pelo governo para garantir o acesso e permanência de crianças e jovens na escola e a eficácia das politicas de combate ao analfabetismo. “Os dados do IBGE mostram de forma muito clara que os investimentos no fortalecimento do regime de colaboração com os municípios e na expansão das Escolas de Tempo Integral têm dado certo. Os resultados positivos dessa estratégia se refletem na presença de nossas crianças e jovens na escola”, destacou o governador.
O secretário de Estado da Educação, Washington Bandeira, atribui a melhora dos índices de escolarização de crianças de 4 a 14 anos aos Programas Pacto pela Educação e Alfabetização na Idade Certa. “Com esses dois programas, o estado tem fortalecido a parceria com os municípios, investindo na formação dos professores das redes municipais, na distribuição de material didático, bem como na doação de mobiliário e equipamentos para escolas municipais que aderiram aos programas”, explica.
Ele ainda destaque que “com essa estratégia, estamos conseguindo assegurar as condições necessárias para que todos os estudantes piauienses frequentem e terminem o 2º ano do Ensino Fundamental com o domínio das competências de leitura, escrita e letramento matemático”.
Já para o crescimento da escolarização de jovens de 15 a 17 anos, a estratégia é a expansão das Escolas de Tempo Integral associada à Educação Profissional, Oportunidade Jovem e a preparação para Olímpiadas de Conhecimento e Enem que, segundo o secretário, dão aos jovens o conhecimento e as habilidades necessárias para que possam avançar nos estudos.
“Investir na expansão do Tempo Integral é ter esses jovens na escola aprendendo mais português, mais matemática, tendo mais aulas de inglês, inteligência artificial, empreendedorismo, educação financeira, praticando esporte, sendo estimulado a participar de olimpíadas do conhecimento, participando de programas de estágio e monitoria remunerada. É dar a eles mais e melhores oportunidades de sair do ensino Médio com uma profissão e aprovado em uma universidade. Ter um estudante motivado e acreditando no seu potencial, é para isso que estamos trabalhando e o dado do IBGE é reflexo desse trabalho”, afirmou.
Piauí foi o estado que mais reduziu o analfabetismo de jovens e adultos em todas as faixas etárias
De acordo com o IBGE, dos 26 estados e Distrito Federal, o Piauí foi o que mais reduziu os percentuais de analfabetos jovens e adultos em todas as faixas etárias, ficando em 13,3% da população de 15 anos ou mais de idade, apresentando uma queda de 1,5 ponto percentual quando comparada à taxa registrada em 2022, da ordem de 14,8%.
Ao longo da série histórica, a partir de 2016, quando a taxa de analfabetismo havia sido de 16,1%, percebe-se uma queda gradual ano a ano, culminando com uma queda acumulada da taxa de analfabetismo de 2,8 pontos percentuais até 2023.
Segundo a pesquisa, no Brasil como um todo, o analfabetismo está diretamente associado à idade. Quanto mais velho o grupo populacional, maior a proporção de analfabetos. Em 2023, a taxa de analfabetismo para a população idosa piauiense, de 60 anos ou mais de idade, foi de 35,5%, o que representou uma queda de 4,9 pontos percentuais ante a taxa observada em 2022, quando havia chegado a 40,4%.
“No Piauí mais da metade das pessoas analfabetas tem acima de 40 anos, um público que deveria ter sido alfabetizado há 35 anos e que, em apenas um ano de gestão do governador Rafael Fonteles, houve uma redução expressiva dessa realidade. Estamos elaborando um projeto para reduzir ainda mais o índice de analfabetismo em pessoas com mais de 40 anos e elevar o nível de escolarização nessa faixa etária, garantindo que, após alfabetizadas, estas pessoas permaneçam na escola em turmas de Educação de Jovens e Adultos integradas com a Educação Profissional, para que elas possam concluir os estudos com melhores oportunidades no mundo do trabalho”, finalizou o secretário Washington Bandeira.
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