
Escritores, historiadores, artistas e autores nacionais e internacionais são esperados em um dos eventos literários mais conhecidos do país: a Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica). Para evidenciar a diversidade e inovação, o espaço principal da festa, a Tenda Paraguaçu apresenta uma programação especial formada por um time de peso, que irá promover a interação entre os apreciadores da literatura e da poesia.
A Tenda Paraguaçu será montada às margens do Rio que leva o mesmo nome e é o palco de nomes importantes da literatura, como da estadunidense, Elisa Larkin Nascimento, mestre em Direito e em Ciências Sociais e doutora em Psicologia. Elisa ficou conhecida no Brasil por ter fundado o Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros (IPEAFRO), ao lado do professor Abdias Nascimento, e por ser autora dos livros “O Sortilégio da Cor”, “Abdias Nascimento, A Luta na Política” e “Adinkra, Sabedoria em Símbolos Africanos”. A autora participa da mesa redonda, no dia 26, abordando o tema Escritos da Liberdade – Independência por direitos e pela vida.
Outro importante nome confirmado é da cubana Teresa Cárdena, conhecida mundialmente por ser uma ativista social, roteirista e escritora. Teresa, que é autora de “Cartas Para a Minha Mãe e Cachorro Velho”, ao aprender a ler, começou a busca por personagens que se parecessem com ela nos livros infantis. Sem sucesso, para se ver representada e representar outras tantas crianças negras, Teresa começou a escrever essas histórias e é reconhecida como uma das maiores vozes da literatura infanto-juvenil.
Esta é a 11ª edição do evento, que acontece de 26 a 29 de outubro, e está reunindo presenças representativas e fundamentais para o segmento. Neste contexto, algumas das mulheres indígenas estão fazendo história na literatura brasileira também estão confirmadas: Auritha Tabajara, a primeira indígena a publicar livros em cordel no Brasil; Yacunã Tuxá, ativista indígena, LGBTQIAPN+, artista visual, ilustradora e escritora; Eliane Potiguara, a primeira mulher indígena a receber o título de Doutora Honoris Causa no país, além de escritora, ativista e empreendedora. O espaço conta com Célia Tupinambá, artista, professora, realizadora do documentário “Voz das mulheres indígenas” e a primeira, em 400 anos, a fazer o Manto Tupinambá.
Se junta aos nomes confirmados na programação, Yakuy Tupinambá, autora de diversos textos que expressam o olhar indígena sob sua perspectiva individual e da comunidade, como nos textos publicados nas coletâneas Índios na Visão dos Índios, assim como na rede indiosonline e indiografie.
O espaço Tenda Paraguaçu abriga os principais debates literários com grandes nomes da literatura como de Marilene Felinto jornalista, escritora de ficção e tradutora e autora de mais de 10 publicações, entre elas o romance "As Mulheres de Tijucopapo", já em sua quinta edição, que lhe rendeu o Prêmio Jabuti de Autora Revelação.
Luciany Aparecida também está confirmada na Flica 2023. Baiana de Jaguaquara, no Vale do Rio Jiquiriçá, é doutora em Letras, com pesquisas nas áreas de literatura e cultura. Entre suas obras estão o livro de poemas "Macala" e a peça "Joanna Mina". Sob o pseudônimo Ruth Ducaso, publicou também "Contos Ordinários de Melancolia" e a novela "Florim".
Além desses, outros nomes de renomados escritores estão confirmados na programação da Tenda Paraguaçu e podem ser conferidos nas redes sociais @flicaoficial e no site oficial da Flica.
Sobre a Flica.
A FLICA conta com o apoio institucional da Associação Brasileira de Imprensa – ABI, que, este ano, será representada pela diretora de Cultura e Lazer Iara Cruz, conjuntamente com o jornalista Fábio Costa Pinto, representante da entidade no estado da Bahia.
A FLICA 2023 é realizada pela Fundação Hansen Bahia (FHB) em parceria com a CALI - Cachoeira Literária, conta com a parceria da TV ALBA, da Prefeitura de Cachoeira, tem como livraria oficial a LDM, a CNA é a Internet oficial da FLICA e patrocínio ACELEN, Teiú, Bahiagás, Governo do Estado da Bahia, Caixa e Governo Federal.
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