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Cultura Amazonas

Festival de Teatro da Amazônia realiza os últimos debates no Casarão de Ideias

Programação paralela acontece sábado e domingo, das 11h30 às 13h30

15/10/2023 às 18h46
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Agência Amazonas
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FOTOS: Alonso Júnior
FOTOS: Alonso Júnior

O Casarão de Ideias, na rua Barroso, 279, no Centro, recebe, neste fim de semana, os últimos debates do 17º Festival de Teatro da Amazônia. A programação paralela acontece das 11h30 às 13h30, com acesso gratuito.

Neste sábado (14/10), o Ateliê 23, do Amazonas, abre a rodada para falar sobre o “Cabaré Chinelo”. O espetáculo está em temporada há 11 meses em Manaus, com passagem por São Paulo e São José do Rio Preto, no interior paulista.

A peça inspirada na pesquisa de Narciso Freitas sobre mulheres vítimas de esquema de tráfico internacional e sexual no período da Belle Époque é sucesso de bilheteria desde a estreia.

Em seguida, é a vez da Cia Pé de Vento Teatro, de Santa Catarina, contar sobre os processos que compõem “Desajustada”.

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A montagem cômica e sem palavras utiliza o ridículo exacerbado de uma mulher condicionada ao cotidiano para refletir sobre uma estrutura social limitante.

A Aflorar Cultura, de São Paulo, apresenta os bastidores de “4, 5, 4, 3…Um passo por vez”. A dramaturgia de Cynthia Margareth, que, em cena, se desmonta em camadas, mostra a origem de seus procedimentos como produtora enquanto revela que seu ofício está profundamente ancorado na menina que foi, na mãe que é, na mulher que se lança.

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“O festival traz repertório do país inteiro e tem também a troca entre os artistas que vai acontecendo ao longo dos debates. Tem um lugar pedagógico muito importante e trabalha junto com a função artística”, afirma Vanja Poty, atriz e coordenadora do Curso de Teatro da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

Domingo

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Os encontros seguem no domingo (15/10), com a Companhia Metamorfose, do Amazonas, trazendo a obra “São Jorge e o Dragão” para o debate.

A produção se passa no pacato Reinado Floridos, que vive um momento de pânico, com um dragão ameaçando a vida dos moradores e, só São Jorge pode salvar a população.

A Associação dos Artistas Cênicos do Amazonas – Arte & Fato, do Amazonas, vai reunir o elenco de “A Maravilhosa História de Sapo Tarô Bequê” para apresentar os processos da montagem com dramaturgia de Márcio Souza e direção geral de Douglas Rodrigues.

A peça narra a trajetória do sapo que vira homem, o homem que não suporta a dor de existir e volta a ser sapo.

“O Arquipélago”, da Súbita Companhia de Teatro, do Paraná, encerra a programação paralela. Com direção de Maíra Lour, o solo traz Pablito Kucarz, que evidencia a história de sua mãe, uma mulher comum, como diversas outras mães que deixaram sua casa muito jovens para trabalhar na cidade grande.

“A proposta do Festival de Teatro da Amazônia é primordial, porque aprendemos vendo outros artistas. É um ganho para a classe artística, principalmente pelo debate, pela oportunidade de assistir e depois entender como aquela cena surgiu e de que forma aconteceu trabalho”, comenta, Klindson Cruz, o palhaço Pingo.

O evento é viabilizado pela Lei Federal de Incentivo à Cultura via Ministério da Cultura – Governo Federal: União e Reconstrução, apresentado pelo Nubank, organizado pela Federação de Teatro do Amazonas (Fetam), com apoio da Weg, do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, e da Prefeitura de Manaus via Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult).

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