
O Centro de Apoio ao Surdo do Acre (CAS) promoveu na tarde desta quarta-feira, 4, a oitava edição do seu seminário, que abordou os desafios e superações no século 21 na educação dos surdos. O evento foi realizado no auditório da Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esportes (SEE), em Rio Branco, contando com a presença de educadores ligados à educação pública estadual.

A coordenadora do CAS, Lindomar Araújo, explica que, além de fazer uma alusão ao Dia Nacional do Surdo, comemorado em 26 de setembro, o evento buscou apresentar um resgate histórico da instituição, que este ano completa 18 anos. “Resgatamos essas memórias, celebrando onde estamos e vislumbrando aonde queremos chegar”, destacou.
A programação contou com videoconferência de Shirley Vilhalva, uma pessoa surda que foi uma das fundadoras do CAS no Acre, relatos de educadores surdos e palestras com especialistas da área, entre elas, a doutora em Educação e professora da Universidade Federal do Acre, Nina Rosa de Araújo.

A educadora, que também compôs a equipe de organização e criação do CAS, ressalta que a instituição tem papel fundamental na perspectiva da educação básica, pois incentiva que profissionais surdos busquem a graduação e a formação continuada, o que é importante para a qualidade da educação. “Estar nesse seminário após 18 anos faz acreditar que a gente tem uma perspectiva bastante propositiva ao qualificar a educação de surdos, pensando numa educação que requer políticas linguísticas na formação do professor”, observou.
Para a diretora de Ensino da SEE, Gleice Souza, o seminário contribuiu para a participação cidadã da pessoa surda, destacando a importância da diversidade linguística e as habilidades e estratégias que cada um desenvolve para suprir sua necessidade de comunicação. “Ao dar visibilidade a esse público e às ações de inclusão escolar, buscamos sensibilizar professores, coordenadores, gestores e demais envolvidos na educação, no sentido de incentivar a adoção de práticas pedagógicas inclusivas”, explicou.

Atualmente, a rede estadual conta com duas unidades do CAS, uma em Rio Branco e outra em Cruzeiro do Sul. Em Rio Branco, o CAS trabalha com três núcleos: formação e capacitação, tecnologia e convivência. As instituições estão vinculadas à Divisão de Educação Especial da SEE.
Esses núcleos oferecem formação continuada, cursos de Língua Brasileira de Sinais (Libras), produção de materiais e recursos tecnológicos, além de apoio às famílias e a adultos surdos que buscam orientação sobre suas necessidades educacionais. Outro braço da instituição é a Central de Interpretação de Libras, que proporciona acessibilidade a adultos surdos em órgãos públicos e hospitais.






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