
A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) apreendeu, em menos de 30 dias, cerca de 3 toneladas de drogas, entre cocaína e maconha, frutos de operações policiais deflagradas com o objetivo de combater o crime organizado e o narcotráfico no Estado. O prejuízo às organizações criminosas está estipulado em R$ 126 milhões, e entre as ações, está a maior apreensão de cocaína do Amazonas.
O delegado-geral da PC-AM, Bruno Fraga, destacou que os resultados apresentados são frutos de investigações minuciosas feitas pelos policiais civis de todas as delegacias que compõem a instituição, bem como de investimentos feitos pelo Governo do Amazonas na PC-AM.
“Dentro desses 30 dias tivemos a entrega de lanchas blindadas por parte do Governo do Estado, que irão reforçar o trabalho de fiscalização nos rios, por onde são feitos, geralmente, os transportes dos entorpecentes. O tráfico de drogas está envolvido diretamente com outras práticas criminosas no Amazonas, motivo pelo qual a todo instante estamos fortalecendo os trabalhos investigativos para combatê-lo e reprimi-lo”, enfatizou o delegado.
O delegado-geral adjunto, Guilherme Torres, frisou que as apreensões são feitas não somente pelas Especializadas, mas também pelos Distritos Integrados de Polícia (DIPs).
“Além disso, temos trabalhado em conjunto com a Polícia Militar do Amazonas (PMAM), no dia a dia e em operações policiais, e isso tem contribuído bastante para o combate efetivo à criminalidade”, disse.

Principais apreensões
A maior apreensão de cocaína do Estado foi feita pelo Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), com apoio tático da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core-AM), e gerou um prejuízo de R$ 100 milhões ao crime organizado.
A operação desencadeada no dia 25 de agosto deste ano apreendeu sacos de fibra contendo 1,5 tonelada de cocaína e 240 quilos de maconha, além de sete fuzis de grosso calibre, munições, coletes balísticos e uma lancha.
Em menos de 10 dias após a marca histórica, ocorreu a apreensão de mais de meia tonelada de maconha do tipo skank. A operação, realizada pelo Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), com apoio da Secretaria-Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai), registrou um prejuízo de R$ 10 milhões ao narcotraficante.
E cinco dias depois, os policiais civis do 6° Distrito Integrado de Polícia (DIP) apreenderam 200 quilos de cocaína, avaliados em cerca de R$ 16 milhões. As investigações apontam que o material teria vindo da cidade de Letícia, na Colômbia, para, possivelmente, abastecer o tráfico de drogas em Manaus e no estado do Pará.

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