

Entre as atividades desta segunda-feira (5), último dia da Semana do Meio Ambiente, duas oficinas reuniram aproximadamente 40 pessoas no Museu do Parque da Lagoa das Bateias para discutirem sobre compostagem doméstica e hortas caseiras – dois conteúdos que, na prática, se complementam. Assim como foi em todas as atividades do evento, as oficinas ocorriam ao mesmo tempo em que transcorria o trabalho de revitalização da área, em andamento desde o início de março.
O público incluiu participantes dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) dos bairros Bruno Bacelar e Vila América, além de moradores do entorno da Lagoa das Bateias. “São pessoas mais maduras, que têm interesse em criar e ter sua própria horta e saber como adubá-las. E uma oficina complementa a outra”, analisa a secretária municipal de Meio Ambiente, Ana Cláudia Passos.
“É muito importante a gente trazer esse tipo de atividade para que as pessoas possam participar da Semana do Meio Ambiente e ver o nosso trabalho aqui na Lagoa das Bateias”, disse ainda a secretária.
Na oficina sobre compostagem doméstica, as palestrantes Karine Barros e Nilma Dias ensinaram sobre como produzir adubos para plantas a partir dos resíduos produzidos em casa, a exemplo de cascas de ovos, restos de legumes, frutas e outros tipos de sobras que, em geral, vão direto para o lixo sem que suas propriedades sejam aproveitadas.

“O objetivo é informar às pessoas que o lixo doméstico, produzido na cozinha, pode ser reciclado através do processo de compostagem e retornar para as plantas como húmus. É uma forma de reciclar os resíduos orgânicos domésticos”, explicou Nilma, que é engenheira agrônoma e trabalha na Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural (SMDR).
O assunto foi novidade para a costureira Edinalva de Jesus Maia, 65 anos, embora ela já tenha intimidade com as plantas, em razão de sua origem ter sido num ambiente rural. “Eu sei que é necessário, mas eu nunca tinha feito. Mas estou amando. Cheguei e me identifiquei”, disse ela, que mora no bairro Urbis V e participa das atividades do Cras Bruno Bacelar.
“Em frente à minha casa, fiz um jardinzinho. E me identifiquei muito quando elas falaram das cascas, das folhas secas… Eu misturo muito nos meus caqueiros. Tenho pés de chuchu, de maracujá… Gosto, porque sou de Nova Canaã e, lá, meu pai morava na zona rural. Então, já tenho mais ou menos uma ideia de como é mexer na terra”, relatou Edinalva.
Benefícios da horta caseira
Ao mesmo tempo em que Edinalva e seus colegas aprendiam sobre a produção da compostagem, outra turma ouvia orientações sobre o aproveitamento dos ambientes domésticos para a produção de hortaliças.
“Às vezes, as pessoas têm algum espaço ocioso em casa, como um corredor ou um quintal, e desejam produzir seu próprio alimento. As vantagens disso são questões de saúde, pois você estará produzindo um produto orgânico e saudável”, avaliou Lázaro Ribeiro, engenheiro agrônomo vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma).
“Hoje, com o estresse das cidades, você vai retomar esse contato com a natureza, que ajuda a aliviar o estresse do dia a dia. É uma atividade que pode ser desenvolvida por toda a família. Então, a prática da horta caseira traz vários benefícios”, acrescentou o palestrante.
Interessada na discussão, Talvina Conceição de Jesus, 71 anos, afirmou que pretende colocar o aprendizado em prática – não em casa, por falta de espaço, mas na sede do Cras que ela frequenta junto com outros moradores do bairro Vila América. “Eu gosto muito de mexer com a terra e plantar, mas, em casa, não tenho espaço. Aí, vou ver se a gente consegue, lá no Cras, uma partezinha de terra para a gente fazer uma horta”, confidenciou Talvina.
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