
Para apoiar o produtor rural e oportunizar alternativas viáveis à adequação ambiental de propriedades rurais, o governo do Acre, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (Semapi), do Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) e parceiros, realizou uma sequência de mutirões este mês e prepara um novo cronograma para junho.

Ao todo, foram 241 atendimentos nos municípios de Acrelândia, Rodrigues Alves, Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul e Brasileia. Os mutirões foram realizados, além do foco no Cadastro Ambiental Rural (CAR), para ofertar serviços como retificações e notificações do CAR – registro público eletrônico obrigatório para imóveis rurais, que objetiva integrar informações ambientais das propriedades e posses rurais -, adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA).
A secretária do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas, Julie Messias, falou sobre a importância da realização dos mutirões. “Foram dias de muita dedicação de uma equipe que se dedicou em levar serviços de apoio ao produtor desde a inscrição no CAR, informações sobre a situação das propriedades, alternativas para adequação ambiental e adesão a importantes programas de benefícios ao produtor. Tudo isso só foi possível graças à integração de várias pastas e representações nos municípios, que, a partir do comando do governador Gladson Cameli, atuaram para termos um setor produtivo em conformidade com o Código Florestal Brasileiro”, afirmou.

A ação foi coordenada pela Semapi, com apoio do Instituto do Meio Ambiente do Acre (Imac), e parceria com o Instituto de Terras do Acre (Iteracre), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Projeto Floresta+, implementado em parceria entre o Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas (MMA) e Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), prefeituras de Brasileia e Rodrigues Alves, Sindicato de Trabalhadores Rurais de Acrelândia e Brasileia e secretarias de Agricultura dos municípios.
O diretor-presidente do Imac, André Hassem, falou que os mutirões são uma forma de dar suporte aos produtores: “Esse é um dos nossos compromissos: atender a população e dar ferramentas para que as pessoas se regularizem e possam trabalhar”.

Junto à oportunidade de regularização ambiental dos imóveis rurais para fins de desembargo, houve produtores que buscaram informações sobre licenciamento ambiental, regularização fundiária e acesso a projetos que beneficiam a condição produtiva e financeira.
“Tivemos mais de 40 proprietários que serão beneficiários do Programa Floresta+, implementado em parceria entre MMA/PNUD e Semapi. Além disso, outros 23 aderiram ao projeto de plantios de Sistemas Agroflorestais para regularização ambiental, no âmbito do PRA, com recursos do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia ASL/GEF”, complementou a secretária Julie Messias.

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