

Na semana dedicada ao Dia das Mães, o Centro de Referência Albertina Vasconcelos (Crav) realizou o evento “Ser mãe, é”, uma roda de conversa e café da manhã com a participação das mulheres acompanhadas pelo Crav e a equipe do centro. O momento de reflexão possibilitou que tanto as integrantes da equipe quanto as referenciadas compartilhassem suas experiências com a maternidade.
Para Ana Maria (nome fictício) que relatou sua experiência como filha e mãe, a maternidade veio como um presente. “Infelizmente minha experiência com a minha mãe não foi muito boa, mas isso não afetou minha maternidade, a relação que tenho com meu filho é a melhor coisa que aconteceu em minha vida, é ele que me dá força para superar a violência que vivi e me incentiva a seguir lutando” contou Ana.
A roda de conversa foi um momento de troca de experiências e histórias de vidas. “Não se cobre muito como mãe, isso é muito importante para diminuir o peso da maternidade que algumas mulheres carregam” orientou a psicóloga Kelly Fagundes que coordena o grupo terapêutico que é realizado a cada 15 dias no Crav.
Segundo a coordenadora de Políticas para Mulheres, Dayana Evelinne Andrade, “o quanto ainda as mães são vistas como heroínas e como esse rótulo também pode ser uma forma de pressão e cobrança. Nós precisamos desconstruir esses lugares que nos foram colocados, a maioria de nossas referenciadas são mães e também as integrantes da nossa equipe. Por isso, este momento de homenagem e também de reflexão a todas às mães que fazem parte do Crav”, ressaltou Dayana.

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