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Polícia Civil identifica mais três perfis de ataque a escolas em Rio Branco e autores depõem

A Polícia Civil do Acre (PCAC) cumpre na manhã desta terça-feira, 2, mais uma fase da Operação Escola Segura. Desta vez mais três perfis de ataques...

02/05/2023 às 13h35
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom Acre
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Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

A Polícia Civil do Acre (PCAC) cumpre na manhã desta terça-feira, 2, mais uma fase da Operação Escola Segura. Desta vez mais três perfis de ataques a escolas foram identificados, todos de Rio Branco, e cinco mandados de busca e apreensão, entre eles de um adulto. Agentes estão em diligência para capturá-lo.

Em 22 dias de ações contínuas, a PCAC realiza um trabalho intenso e conseguiu identificar 40 perfis de redes sociais que apresentavam mensagens com um possível indicativo de ataque a escolas. Felizmente, nenhum dos autores concretizou um ataque real a alunos e profissionais da educação.

Três perfis de ataques a escolas foram identificados, todos de Rio Branco. Foto: Marcelo Torres
Três perfis de ataques a escolas foram identificados, todos de Rio Branco. Foto: Marcelo Torres

A Polícia Civil apreendeu aparelhos celulares, e os responsáveis serão ouvidos pelas autoridades, podendo responder por crimes, em processo legal que será iniciado a partir da instauração do inquérito.

Segundo o delegado responsável pela operação policial, Roberth Alencar, na maioria dos casos que envolvem adultos, eram os próprios filhos que utilizavam celulares dos pais ou de terceiros para criar perfis. Segundo os adolescentes, tratava-se de “zoeira”, mas haverá consequências e todos os menores responderão por ato infracional.

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Aparelhos celulares foram apreendidos, os responsáveis serão ouvidos pela autoridade policial e podem responder por atos infracionais. Foto: Marcelo Torres
Aparelhos celulares foram apreendidos, os responsáveis serão ouvidos pela autoridade policial e podem responder por atos infracionais. Foto: Marcelo Torres

“Todos os casos serão encaminhados, pela Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente, para a Vara da Infância e da Juventude, podendo receber uma medida socioeducativa, inclusive de internação, de acordo com o que é determinado pelo Poder Judiciário”, explicou o delegado Roberth Alencar.

Em relação aos pais, há outras medidas que o Ministério Público do Estado pode solicitar, inclusive a perda da guarda, dependendo do caso. As investigações estão em fase de conclusão, com a obtenção de vários elementos probatórios que apontam a participação de cada elemento no fomento a atentados de caráter terrorista a escolas.

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Casos serão encaminhados pela Delegacia de Proteção à Criança e do Adolescente para a Vara da Infância e da Juventude. Foto: Marcelo Torres
Casos serão encaminhados pela Delegacia de Proteção à Criança e do Adolescente para a Vara da Infância e da Juventude. Foto: Marcelo Torres

A Operação Escola Segura é uma ação contínua, planejada e administrada pelo Ministério da Justiça por meio do Laboratório Cibernético Nacional, em que as polícias judiciárias de todo o Brasil trocam informações para o rastreamento e acompanhamento de qualquer rede ou perfil que planeje atentado a escolas.

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