
Informações sobre o relevo de Minas Gerais estão disponíveis na plataforma de dados espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (IDE-Sisema), para pesquisas dos cidadãos sobre as características físicas do território mineiro, além de subsidiar as análises ambientais feitas pelo Governo de Minas .
A novidade, publicada na plataforma na última semana, passa a permitir, também, a identificação de áreas em Minas com fragilidades ambientais.
Com a atualização, a IDE-Sisema, importante infraestrutura de disseminação de dados ambientais de Minas, contabiliza 813 camadas, com 453 metadados.
Como acessar
As informações geomorfológicas estão disponíveis em quatro camadas distintas, sendo que a primeira se refere ao mapa altimétrico, com representações da variação dos níveis de altitude, o que demonstra a situação e distribuição da geografia física do território mineiro (vegetação, recursos hídricos e relevo).
A segunda camada representa a declividade, que consiste na variação percentual da inclinação do relevo e permite identificar áreas de ocorrência de formações montanhosas e escarpas, por exemplo.
A terceira camada publicada apresenta as formas de terreno presentes no estado, a partir da combinação de formatos e curvaturas dispostos na paisagem. Por meio dela, é possível identificar locais onde há maior ou menor presença de fluxos hídricos, como lagos, corpos hídricos volumosos e/ou barramentos artificiais, assim como áreas em que o relevo é muito acidentado, como é a Serra do Espinhaço.
Por fim, a camada de orientação de vertentes permite identificar a posição em que as formas de relevo se encontram – se para Norte, Sul, Leste e/ou Oeste, por exemplo.
Todos os dados têm origem no Banco de Dados de Geomorfométricos do Brasil (Topodata), de responsabilidade do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O instituto realizou amplo trabalho de tratamento dos dados de mapeamento da superfície terrestre, feito pela Agência Espacial Norte-Americana (NASA), para usabilidade e aplicação no território brasileiro.
Otimização
O superintendente de Gestão Ambiental, Diogo Franco, destaca que a disponibilização das camadas permite, além da disseminação de dados ambientais, premissa básica da infraestrutura, a possibilidade de identificação de áreas no estado com fragilidade ambiental.
“Diversas metodologias usam dados geomorfológicos para mapeamento de regiões mais suscetíveis a fragilidades ou vulnerabilidades naturais, como, por exemplo, a identificação de áreas de ocorrência natural de incêndios florestais, que podem ser mapeadas com o uso dos dados de orientação de vertentes. Com essas informações-base já disponíveis na IDE, a execução destes trabalhos será otimizada”, diz Diogo.
Segundo a diretora de Gestão Territorial Ambiental, Cecília Gomes, com o auxílio das novas camadas é possível subsidiar a elaboração de projetos ambientais e instrumentos de regulação, dentro e fora do Sisema, como é o caso do Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP).
“Entre os vários produtos elaborados no ZAP, está o Potencial de Uso Conservacionista (PUC), que identifica áreas em sub-bacias com potencial para uso sustentável e conservação. A metodologia empregada no mapeamento do PUC usa dados de declividade, o que será facilitado com a disponibilização dessas informações diretamente na IDE-Sisema”, afirma Cecília.
Consulta
Os dados recém-publicados podem ser consultados na plataforma de visualização da IDE, disponível em: https://idesisema.meioambiente.mg.gov.br/webgis .
Já para download e entendimento técnico de como as camadas foram elaboradas, o acesso deve ser feito pelo Catálogo de Metadados, disponível em: https://idesisema.meioambiente.mg.gov.br/geonetwork
Acessos
A plataforma IDE-Sisema foi lançada em fevereiro de 2018 e alcançou a marca de 1,65 milhão de acessos, com 503 mil usuários e uma média de 300 usuários por dia. Desde janeiro deste ano houve 37.994 acessos, de 11.118 usuários, média de 391 diários.
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