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No Dia Mundial do Sono, veja dicas da Saúde SP para cuidados com a saúde mental

Na população adulta, aproximadamente 20% das pessoas relatam problemas para dormir

17/03/2023 às 18h10
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom Estado de São Paulo
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Foto: Reprodução/Secom Estado de São Paulo
Foto: Reprodução/Secom Estado de São Paulo

O Dia Mundial do Sono, celebrado no dia 17 de março neste ano, tem o objetivo de conscientizar a população sobre a importância do sono e como ele influencia no bem-estar físico e mental. O sono fortalece o sistema imunológico, metabólico, participa da recuperação celular e atua na formação de memórias.

Além disso, ele é um sintoma anterior ao agravamento dos casos de doenças mentais em 50 a 80% das vezes. Na população adulta, aproximadamente 20% das pessoas relatam problemas para dormir.

A Secretaria de Estado da Saúde alerta para os problemas relacionados ao sono, como risco de diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, obesidade e problemas de concentração, que desencadeiam quadro de estresse e outros problemas mentais, como ansiedade e depressão. Para a médica e assistente técnica da saúde mental, Carolina Pegoraro, os três principais problemas do sono são a insônia, apneia obstrutiva do sono e a síndrome das pernas inquietas.

“A insônia pode ser qualitativa ou quantitativa, desde dormir mal e manter-se em sono leve sem aprofundar o sono até não conseguir dormir, despertar precocemente ou ter dificuldade em manter o sono, como diversas interrupções do sono ao longo da noite, com demora para voltar a dormir e, como consequência, acordar com a sensação de sono não reparador, ou seja, acordar cansado”, explicou.

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As consequências da privação do sono são: sonolência diurna e excessiva, cansaço, alterações de humor, dificuldade de concentração e de manutenção da atenção, e dores de cabeça e no corpo, influenciando na capacidade de aprendizagem e no desempenho profissional. Para a médica, não existe um tempo padrão de sono, pois o tempo que uma pessoa dorme está relacionado ao ritmo biológico de cada um.

“É recomendado, no mínimo, 6 horas contínuas de sono por noite para uma pessoa adulta, porém tem pessoas que precisam de mais ou menos horas de sono para se sentir bem”, esclareceu.

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Mudanças de hábito para dormir melhor:

. Acordar sempre no mesmo horário;
. Fazer exercícios diariamente, pelo menos 20 minutos;
. Evitar estimulantes como café, chocolate e refrigerantes;
. Não fumar. A nicotina é ainda mais estimulante do que a cafeína;
. Evitar o consumo de bebidas alcoólicas. Embora o álcool seja sonífero, deve-se tomar cuidado com a quantidade e o horário em que é ingerido, pois pode antecipar ou tardar o sono;
. Não dormir mais do que o necessário;
. Evitar dormir à tarde, principalmente se a pessoa tem problemas para dormir durante a noite;
. Não comer em excesso antes de dormir e nem dormir com fome;
. Tentar esquecer os problemas e responsabilidades na hora de dormir;
. Relaxar. Tomar uma ducha, ler um livro ou ouvir uma boa música pode ajudar muito a conciliar o sono. Procure fazer dessas tarefas um ritual do sono a ser repetido todas as noites;
. Ter um ambiente silencioso e escuro para dormir;
. Adequar colchão e travesseiro;
. Não se expor a telas pelo menos 30 minutos antes de dormir;
. Meditar.

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Caso a pessoa consiga implementar algumas dessas mudanças de hábitos e continue com dificuldades de dormir, além de sofrer com algumas das consequências da privação do sono, é aconselhável buscar ajuda profissional para uma avaliação e tratamento adequados.

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