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Economia Negócios

SA Finance & Accounting realiza SA Summit para empresários na Flórida

Evento fechado reuniu mais de 200 empresários com foco às oportunidades e aprendizados de negócios entre Brasil e Estados Unidos

01/03/2023 às 17h21
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Agência Dino
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A quantidade de brasileiros que investem nos Estados Unidos, mais especificamente na Flórida, vem crescendo muito. O Brasil é o quinto país com mais estrangeiros que investem em imóveis no país, por exemplo. Apenas entre abril de 2021 e março de 2022, os brasileiros investiram US$ 1,6 bilhão em imóveis nos EUA, de acordo com dados da National Association of Realtors.  Devido à presença de latinos, o clima quente, baixos impostos e às oportunidades existentes, a Flórida é o estado escolhido por mais de 33% dos brasileiros que escolhem morar nos Estados Unidos.

O empreendedorismo é também um caminho muito escolhido por esses estrangeiros, com a abertura dos mais diferentes tipos de negócios, como restaurantes, postos de gasolina e até abertura de times de futebol. Pensando neste público, a SA Finance & Accounting, empresa de finanças e contabilidade voltada para empresários e executivos nos Estados Unidos, atendendo negócios dos mais variados portes, idealizou e realizou o SA Summit nesta segunda-feira (27) no hotel The Ritz-Carlton, em Orlando, em conjunto com Carlos Arruda, presidente da CAVA Holding USA. O evento contou uma palestra do economista brasileiro Ricardo Amorim que falou sobre os atuais cenários.

Arruda abriu a programação do evento explicando que a ideia do encontro surgiu como forma de evitar que mais brasileiros percam dinheiro devido à falta de conhecimento da realidade e do mercado locais. Carol Sousa, CEO e Founder da SA Finance & Accounting, destacou que o SA Summit 2023 foi um sonho que se iniciou no processo de evolução e desenvolvimento contínuo da SA Finance & Accounting junto Arruda: “O SA Summit é muito mais do que um evento, é um propósito de desenvolvimento. A missão dele é colaborar de forma disruptiva e impactante no desenvolvimento das atividades econômicas dos brasileiros na Florida. Assim consolidando nosso poder de empreendedorismo e realização” enfatizou a CEO.

Tendências macroeconômicas entre Brasil e Estados Unidos

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O economista Ricardo Amorim falou sobre a pungência da economia brasileira, destacando que a economia do Peru, por exemplo, é menor que a do bairro do Itaim Bibi em São Paulo.

O especialista destacou também que o estado da Flórida tem uma grande importância e potencial: “Eu diria que a Flórida é a capital da América Latina. Mas proporciona não apenas negócios para fora, para outros países da região, mas cada vez mais para dentro dos Estados Unidos também”.

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Embora tenha destacado a força da economia brasileira, como a economia várias vezes maior do que a de outros países da região, como Chile e Argentina, Amorim também observou que em muitos aspectos o Brasil está atrás. “Em termos de infraestrutura o Brasil está mais perto dos piores do que dos melhores. São necessárias muitas melhorias em infraestrutura, o que também oferece oportunidades”, disse.

O economista se mostrou otimista em relação às perspectivas das economias americana e global. “Há três, quatro meses, estava bem mais preocupado do que estou agora. Isso porque o risco de recessão diminuiu. Lógico que não é possível afirmar com certeza que ela não irá acontecer, mas as chances caíram bastante”, afirmou Amorim.

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Ele explicou que os Estados Unidos, historicamente, quando têm grandes altas de inflação têm movimentos recessivos, que são derivados das iniciativas para controlar o cenário de alta nos preços. “A inflação caiu bem mais do que em outras ocasiões e a recessão não veio. Os números da economia americana estão indo muito bem. Vale observar que o país em que a inflação mais caiu foi o Brasil. Isso porque a inflação chegou antes ao Brasil e as medidas começaram a ser tomadas antes dos outros países. Então estamos saindo antes do problema também”, pontuou.

Ricardo Amorim defende que a economia mundial está em um ciclo econômico puxado por países exportadores de commodities. No caso do Brasil, com a reabertura das empresas e indústrias na China, após as medidas de combate à pandemia, a potência asiática deve retomar com força a compra das duas principais commodities brasileiras: minério de ferro e soja. Isso deve levar a uma forte entrada de dólares no Brasil, fortalecendo e valorizando o Real. O Brasil é, não apenas o maior exportador de soja, mas o maior produtor mundial. Outro fator favorável para a economia brasileira é a entrada de investimentos estrangeiros, causada pela Guerra na Ucrânia. Em 2022, eles atingiram o maior patamar em dez anos.

O Dr. André Linhares, advogado de imigração que assistiu as palestras do SA Summit afirmou que “um evento desse porte em Orlando nos mostra a força e a importância que a comunidade brasileira, que só cresce na cidade, tem. Como advogado especializado em imigração constato esse crescimento todos os dias, mas ver empresários e líderes reunidos nesta sala, discutindo tendências macroeconômicas entre Brasil e Estados Unidos foi bastante interessante”.

Carol Sousa destacou que a ideia é que o SA Summit aconteça todos os anos e que o evento “seja uma ferramenta para tornar os empreendedores e empresários mais eficientes na captação de oportunidades nos EUA”.

O SA Summit teve patrocínio da WRA Business & Real Estate, We Plan Immigration, Linhares Immigration Law Firm, Cava Meaningful Connections e Fred Business Law.

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