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Economia Mato Grosso do Sul

Grupo vai reativar usina de etanol em Anaurilândia para gerar 650 empregos

O Grupo Agroterenas SA – com mais de 70 anos de atuação no agronegócio - trabalha para reativar a usina de etanol de Anaurilândia. Em reunião com o...

17/02/2023 às 15h52
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom Mato Grosso do Sul
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Foto: Reprodução
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O Grupo Agroterenas SA – com mais de 70 anos de atuação no agronegócio - trabalha para reativar a usina de etanol de Anaurilândia. Em reunião com o secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, o gerente administrativo Julio Coelho, o contador Eduardo Rodrigues, o diretor administrativo Cláudio Takao e o engenheiro florestal Cláudio Bertolucci, todos do Agroterenas, e o prefeito Edson Takazono, de Anaurilândia, trataram da concessão de incentivos fiscais e deram entrada ao pedido de Licença de Instalação do empreendimento.

O Grupo Agroterenas pretende reativar a usina de Anaurilândia (antiga Usina Aurora) em 2024 e a previsão é que sejam gerados 650 empregos diretos. Atualmente, já estão trabalhando na empresa cerca de 300 funcionários, afirmou o empresário. Serão investidos mais de R$ 100 milhões para reativação da planta e produção estimada é de 80 mil metros cúbicos de etanol por ano.

O secretário Jaime Verruck disse que o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) vai elaborar um cronograma para acompanhar o andamento das obras e proceder o processo de licenciamento de modo a não haver atrasos. “Isso mostra que o setor sucroenergético avança no Estado. Tivemos há pouco o anúncio da usina de Paranaíba e agora também a usina de Anaurilândia que já tem mais de 300 funcionários trabalhando e começa a operar efetivamente em maio do ano que vem”, disse Verruck.

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Também acompanharam o prefeito Edinho Takazono o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Eliseu Gonçalves, e os vereadores Rafael Hamamoto, Jorge Santana, Maria Aparecida da Silva, Daniel da Silva e Danilo Bastos.

Números

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Mato Grosso do Sul está posicionado nos primeiros lugares do ranking nacional do setor. É o quarto maior produtor de cana-de-açúcar e exportador de bioeletricidade para o SIN (Sistema Integrado Nacional) e o quinto maior produtor de açúcar e de etanol. A atividade gera mais de 30 mil empregos diretos e só com o pagamento de salários, injetou mais de R$ 834 milhões na economia em 2021, conforme dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), órgão do Ministério da Economia, e da Biosul.

A cultura ocupa, atualmente, 800 mil hectares no Estado espalhados por 39 municípios, sendo que 84% das lavouras estão concentradas na região Cone-Sul. Estão em operação 17 usinas, todas produzindo etanol hidratado (o etanol usado como combustível), enquanto 12 unidades produzem o etanol anidro (que é misturado na gasolina); 10 produzem açúcar e todas transformam o bagaço e a palha da cana em eletricidade, responsáveis pela geração de 2,3 megawatts/hora de energia em 2021, mais do que consumiram todas as residências do Estado no período (2,1 MWh), conforme dados da concessionária de energia.

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Vencido um período longo de estabilidade em que fatores climáticos interferiram na produtividade, seguido da crise provocada pela Pandemia Covid-19 que abalou a economia em geral no País, o setor tem emitido sinais de que há espaço para retomar o crescimento. No início do ano o Grupo Pedra Agroindustrial S/A, de Andradina (SP), anunciou a aquisição da planta da Usina Orbi Bioenergia, localizada na Fazenda Toca da Coruja, no distrito da Vila Raimundo, em Paranaíba. O empreendimento estava semiacabado e pertencia à Companhia Energia Renovável (Cern) e com a troca de dono passou a se chamar Usina Cedro.

A expectativa é concluir as obras e começar a produção em 2024, quando se espera moer 1,2 milhão de toneladas de cana-de-açúcar até chegar à plena capacidade da planta de 5 milhões de toneladas. O investimento previsto na conclusão da Usina Cedro é de R$ 400 milhões e serão gerados até 1.200 empregos diretos e indiretos, conforme anunciou o Grupo na época.

João Prestes, Imasul

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