
Para reduzir a espera por uma cirurgia oncológica, o Hospital e Maternidade Marieta Konder Bornhausen, em Itajaí, organizou uma grande força-tarefa. De janeiro até 15 de fevereiro foram feitas 271 cirurgias oncológicas, de um total de 553. O Hospital é um dos 91 que fazem parte do Programa Estadual de Cirurgias Eletivas, lançado no começo do mês.
No centro cirúrgico, das oito salas, quatro estão sendo destinadas para as cirurgias oncológicas e esse número sobe para cinco nos fins de semanas. O mutirão começou em janeiro e a meta até março é atender 553 pessoas nas cirurgias oncológicas, que são as de alta complexidade, além dos procedimentos de média complexidade.
As cirurgias mais realizadas no período foram de:

Segundo o diretor do Hospital. Edson Artur Rossini, foram necessários alguns ajustes, para realizar o mutirão da saúde e, ao mesmo tempo, manter a rotina do hospital.
“O mutirão gerou um esforço da direção do hospital como também dos funcionários e foram necessários mais materiais e medicamentos. Também houve uma sensibilização do corpo clínico porque muitos médicos estão trabalhando mais nos dias de semana e também nos sábados e domingos”, relatou.
A médica-cirurgiã, Joyce Capocci Cavacco, destacou a importância desse trabalho. “Estamos aumentando o número das cirurgias oncológicas, potencializando esse mutirão, para que a gente consiga sanar essa fila o quanto antes e todos os pacientes recebam o tratamento o mais rápido possível.”
Para a Irmã Arielle, coordenadora administrativa do Centro Cirúrgico, esse trabalho é o de levar esperança de novo para o próximo. “Realmente está sendo um marco na nossa história neste momento. E esses mutirões pelo SUS servem para dar mais acesso ao nosso povo catarinense, de Itajaí e região”, acrescentou.

Dona Jorgelita e seu Batista estavam acompanhados das filhas nesta quarta. Os dois esperavam por uma cirurgia há 3 anos.
Seu Batista é morador de Itajaí e estava muito emocionado. Foram longos anos, com dores e idas ao pronto socorro, até chegar o dia da cirurgia de hérnia. “Eu tinha muitas dores e agora estou mais aliviado. A expectativa é que vai melhorar”, disse ele.
Dona Jorgelita, que estava à espera da cirurgia de vesícula, era só felicidade. “Hoje eu estou feliz, né? Vou sair dessa agonia. Três anos de espera não é fácil, mas Deus é pai.”

São histórias de luta e de superação. Pessoas que encontram na equipe médica, a chance de uma vida melhor. E para os profissionais, trabalhar no mutirão está sendo gratificante. “Os pacientes esperam ansiosos e vê-los com essa esperança, de que vão ter um tratamento adequado, uma vida com mais qualidade, com certeza é gratificante”, destacou a médica- cirurgiã Joyce Capocci Cavaco.
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