
Coordenado pela Fiocruz, estudo busca compreender como as experiências e as perspectivas dos estudantes podem melhorar a qualidade das formações
A Escola de Saúde Pública do Ceará Paulo Marcelo Martins Rodrigues (ESP/CE), vinculada à Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), desenvolve, em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pesquisa para avaliar o perfil dos egressos de residências em Saúde no Brasil.
Profissionais da autarquia integram a equipe responsável pelo estudo, cujo objetivo é ampliar o conhecimento sobre a oferta da modalidade de ensino e a capacitação de especialistas no País.
Intitulada Concluintes e egressos como fontes de dados para avaliação de programas de residência, a iniciativa deve, também, compreender como as experiências e as perspectivas desses estudantes podem melhorar a qualidade das formações.
Ao longo da última semana, a pesquisadora da Fiocruz no Rio de Janeiro, Adriana Aguiar, esteve em Fortaleza. A visitante cumpriu agenda de reuniões com a diretora de Educação e Extensão da ESP/CE, Olivia Bessa, e o diretor de Desenvolvimento Educacional, José Batista Tomaz – ambos representantes da Escola no estudo.
Aguiar reuniu-se, ainda, com outros gestores da autarquia e com um grupo focal formado por residentes e supervisores dos programas de residência do equipamento estadual.
O projeto prevê a aplicação de metodologia composta por componentes quantitativo e qualitativo. O primeiro, a partir da aplicação de questionário sobre a formação e a prática da residência. O segundo, por meio da coleta de dados e de entrevistas junto aos grupos focais.
Coordenadora da pesquisa, Adriana Aguiar explica que a experiência da ESP/CE no avanço da formação dos residentes em Saúde no Ceará foi determinante para a escolha da instituição como co-participante do estudo de abrangência nacional. “A nossa investigação, fortalecida e enriquecida pela experiência da Escola, vai ajudar a pensar determinadas decisões que deveriam ser tomadas sobre a formação especializada no Brasil”, afirma.
Olivia Bessa complementa: “A pesquisa nos ajudará a conhecer melhor as fortalezas e as necessidades de mudanças dessa modalidade de ensino tão importante para a formação de especialistas em nosso País”.
Apesar de ainda estar em curso,já existem alguns resultados preliminares. Um deles diz respeito à revisão sistematizada de outros estudos pautados no perfil dos egressos de residências brasileiras. “A partir disso, vamos propor estratégias para aperfeiçoar os programas de residências e a qualidade da formação desses profissionais, o que, com certeza, irá impactar positivamente na execução do trabalho nos serviços de saúde”, ressalta Tomaz.
A finalização do projeto está prevista para janeiro de 2024. A iniciativa também tem parceria com o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (ICICT) e a Associação Brasileira de Educação Médica (Abem). Relatório final, elaboração de artigos e de livro vão compor o fechamento da pesquisa.
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