
Na próxima terça-feira (14), às 19h30, a artista mineira Marilá Dardot, em cartaz no Museu Paranaense (MUPA) com a exposição individual “ainda sempre ainda'', vem a Curitiba para uma mesa-redonda no espaço com mediação de Luisa Duarte, que assina o texto crítico da mostra. A mesa-redonda “Reconfigurar efemeridades: a opacidade da memória” é gratuita, aberta a todos os públicos e não há necessidade de inscrição prévia. O recomendação é chegar cedo para garantir lugar.
A linguagem e a palavra, uma constante no trabalho da artista, serão temas centrais na conversa com o público, bem como as obras da mostra “ainda sempre ainda”. A exposição é formada por um conjunto de instalações e de objetos, como livros e mapas, e todas as obras apresentam a palavra como elemento central: elas convocando a presença do público como espectador-leitor — sujeitos que criam imagens e novos significados a partir do que o conjunto de palavras evoca.
Marilá Dardot possui uma extensa produção artística em diferentes linguagens, como vídeos, fotografias, instalações, esculturas e outros meios. A linguagem e a literatura, articuladas com o interesse de analisar temas apagados pelas história e a efemeridade das notícias, são o motor de sua criação atual.
Nessa exposição, que acontece em meio às atividades vinculadas aos 200 anos de Independência, Marilá reflete, entre tantas coisas, sobre linguagem, história e memória do Brasil. A exposição em cartaz no MUPA é um convite a pensar sobre o país por meio da arte. Estará aberta ao público até domingo (19).
ARTISTA– Marilá Dardot, nascida em Belo Horizonte (MG), vive e trabalha na Cidade do México. É MFA pela Universidade Federal do Rio de Janeiro em 2003. A obra da artista atravessa, entre outros pontos, a memória constituída pela cultura, desde as obras que tratam de livros, literatura e linguagem, até aquelas que tratam de temas apagados da história por posições políticas, censura, gênero ou época. Nos últimos anos, ela formou um grupo de trabalho a partir da observação de narrativas históricas que passam por recorrências, sobreposições ou pela efemeridade da notícia.
SOBRE LUISA DUARTE– Luisa Duarte é curadora, escritora, professora e pesquisadora na área de Artes Visuais, com ênfase nos seguintes temas: arte brasileira contemporânea, crítica de arte, estética e arte contemporânea a partir de um ponto de vista pós-utópico. Seu trabalho gira em torno do exercício teórico e prático, sendo um complementar ao outro. Nascida no Rio de Janeiro, em 1979, faz parte de uma geração que colabora ativamente para a profissionalização do campo da curadoria no Brasil.
Serviço
Mesa-redonda “Reconfigurar efemeridades: a opacidade da memória”, com Marilá Dardot e Luisa Duarte
14/02, terça-feira, a partir das 19h30
Entrada gratutia e sem inscrição prévia
Museu Paranaense - Rua Kellers, 289, São Francisco - Curitiba
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