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Como são feitas as renegociações de dívidas com bancos

Tallisson Souza, advogado especialista em direito bancário, explica como é possível renegociar dívidas com bancos, diminuir o débito, parcelar a qu...

06/02/2023 às 17h21
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Agência Dino
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Foto: Reprodução
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Cerca de 4 a cada 10 (43%) brasileiros começaram o ano “no vermelho”. É o que indica um balanço da Hibou, empresa de pesquisa de mercado, divulgado pelo Brasil Econômico e pelo Portal iG em dezembro de 2022. Segundo a estimativa, 77% dos endividados devem mais de R$ 2 mil, enquanto 28% devem mais de R$ 15 mil, 22% têm contas a pagar entre R$ 5 mil e R$ 15 mil e 27% possuem dívidas entre R$ 2 mil e R$ 5 mil.

Paralelamente, um balanço nacional conduzido pela CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) revelou que a cada 100 famílias brasileiras, 79 estão endividadas. Trata-se do maior volume de endividados desde 2010, quando teve início a série histórica monitorada pela entidade.

Para muitos brasileiros, quitar as dívidas pode parecer um sonho distante, graças à dificuldade de negociação junto às instituições financeiras. Tallisson Souza, advogado especialista em direito bancário, destaca que a ação de negociação de dívidas é, de fato, um processo complexo, no qual são adotadas estratégias pontuais de negociação.

“Quanto maior o tempo da dívida, maiores são as chances do banco oferecer uma proposta de acordo por conta do provisionamento bancário”, afirma.

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Souza explica que os bancos têm obrigação legal de provisionar valores para assegurar a sua solidez. Ou seja, a instituição financeira tem que provisionar um valor para compensar eventual inadimplência - o que evita com que esta faça mais operações do que possui capacidade de suportar.

“Dessa forma”, acrescenta, “pode-se iniciar uma estratégia de acordo junto aos bancos, haja vista que um contrato bancário inadimplente faz com que a instituição perca os juros que viria a lucrar, mas também perde dinheiro do seu caixa para o provisionamento obrigatório”, afirma. “Assim, para o banco pode ver uma vantagem abrir uma oportunidade de acordo para se livrar do prejuízo”, complementa. 

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De acordo com o advogado, é comum que o consumidor se pergunte “até quanto por cento é possível reduzir o valor original da dívida”. Ele esclarece que, dependendo da operação financeira e do tempo que o contrato em questão está inadimplente junto ao banco, é plenamente possível reduzir o saldo devedor em até 90%.

“Para que isso aconteça, é necessário ter uma boa técnica e saber dialogar com os canais de negociação das instituições financeiras”, explica. 

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Como reduzir o valor a pagar?

Souza explica que nas operações em atraso a instituição financeira é obrigada a informar o saldo contábil ao Bacen (Banco Central do Brasil), que constará no Registrato - plataforma do Bacen que reúne informações da vida financeira dos cidadãos - como prejuízo. Esse saldo é o que, efetivamente, o banco necessita provisionar após o prejuízo.

“Um escritório especializado possui as técnicas de negociação e por isso sabe o que o banco está disposto a negociar”, afirma.

O especialista em direito bancário destaca que é importante aproveitar os melhores momentos para negociar com as instituições. Um exemplo são as campanhas de final de ano, em que é preciso cumprir metas vinculadas às políticas financeiras dos bancos e, por isso, é o momento ideal para conseguir melhores propostas.

“Além disso, outro momento interessante é quando a dívida estiver próxima de mudar de faixa de provisionamento - no final de mês”, diz ele. 

Para mais informações, basta acessar: https://escritoriosouzaadvogados.com.br/

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