
Método pode ser mais seguro do que cesárea
Gestantes de alto risco e com comorbidades como hipertensão crônica, pré-eclâmpsia (acima de 37 semanas de gestação) e corioamnionite (infecção grave) são eletivas ao parto vaginal, evitando complicações. Nestes casos, quando a paciente não entra em trabalho de parto espontaneamente, a equipe multiprofissional da Obstetrícia do Hospital Regional Norte (HRN) avalia os critérios para a indução.
A unidade, situada em Sobral, é vinculada à Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e administrada pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH).
A coordenadora de Enfermagem da Obstetrícia do HRN, Larissa Cunha Alves, pondera que o parto vaginal pode ser mais seguro para a gestante e para o bebê do que a cesárea.“Em casos de hipertensão gestacional, há um risco maior de hemorragia se o parto tiver intervenção cirúrgica. Pacientes com corioamnionite também correm risco se o parto for por via abdominal”, ressalta Alves.
Ela explica, ainda, que a indução ao parto vaginal é realizada com auxílio de medicação. “Não é um processo doloroso. O método também prepara o colo para ser dilatado”, afirma.
Para a conduta, é fundamental priorizar o bem-estar da parturiente e do feto. “Monitoramentos fetais e exames como cardiotocografia avaliam o conforto e garantem mais segurança“, ressalta a enfermeira.
A cardiotocografia anteparto utiliza um aparelho específico com sensores para captar os batimentos cardíacos do bebê, além da frequência e da intensidade de contrações uterinas.
Grávida pela quarta vez, Antonia Iva Abreu dos Santos, de 25 anos, passou por uma indução ao parto vaginal e aprovou o procedimento. “Vale a pena porque é rápido e a recuperação, também”, diz.
A jovem recebeu medicação para estimular as contrações. A recém-nascida Thayllane veio com 39 semanas e 2 dias de gestação. Iva tem um outro filho, de 5 anos, também nascido de parto vaginal, e sofreu dois abortos.
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