
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesapi) premiou, nesta quinta-feira (19), profissionais da saúde e instituições que se destacaram pelo trabalho de enfrentamento à hanseníase no Piauí, ao longo de 2022. A ação é uma das atividades que estão sendo desenvolvidas pelo órgão em alusão ao Janeiro Roxo, mês de conscientização sobre a doença.
A médica dermatologista e hansenóloga Lívia Veloso venceu a votação online e foi premiada como “Profissional de Destaque na Hanseníase”. Ela se destacou pelo trabalho desenvolvido no Centro Maria Imaculada, unidade de referência em Teresina que venceu pelo segundo ano consecutivo com o prêmio de “Serviço de Destaque em Hanseníase”.

A coordenadora da unidade, Sara Lima, explica que o Centro Maria Imaculada recebe pacientes encaminhados por meio dos postos de saúde da capital após o diagnóstico de hanseníase ou apresentar algum tipo de reação. No local, o paciente recebe acompanhamento adequado para o tratamento da doença.
“O Centro Maria Imaculada conta com uma equipe multidisciplinar, composta por médicos dermatologistas, fisioterapeutas, enfermeiros, farmacêuticos, biomédicos e demais profissionais que auxiliam o paciente em tudo que ele precisa não só durante, mas também no pós-tratamento da hanseníase”, pontuou a gestora.
A premiação dos profissionais e instituições integra o cronograma de atividades desenvolvidas pela Sesapi, que neste ano segue com a campanha “Hanseníase: identificou, tratou, curou”. Ao longo de todo o mês, serão realizados webinários, oficinas, rodas de conversa e seminários para discutir ações de prevenção e enfrentamento à hanseníase.
A supervisora de Hanseníase na Sesapi, Eliracema Alves, comenta que a campanha também é uma oportunidade para combater a estigmatização da doença. “Muitas pessoas pensam que ela não existe, mas ela está acometendo pessoas, causando incapacidade e diversos problemas mais graves por conta do diagnóstico tardio”, disse a técnica.

A hanseníase é uma doença crônica, onde a contaminação se dá pelas vias aéreas superiores que geralmente é identificada pelo aparecimento de manchas e áreas dormentes na pele. Só no ano passado, o Piauí registrou um total de 692 novos casos da doença, sendo 22 destes em crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade.

“Quando a pessoa tiver uma suspeita ou algum dos sintomas deve procurar um posto de saúde mais próximo, que fará o encaminhamento para um diagnóstico mais preciso e um tratamento adequado. A doença tem cura e todo o tratamento é gratuito na rede estadual de saúde nos 224 municípios piauienses”, finalizou Eliracema Alves.

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