
A equipe técnica da Divisão de Áreas Naturais Protegidas e Biodiversidade (Dapbio), da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas do Acre (Semapi), deu início à etapa de elaboração do Plano de Uso Público em Unidades de Conservações Estaduais.
A elaboração do plano conta com a consultoria do biólogo, doutor em Ambiente e Sociedade, Felipe Zanusso, que vem acompanhando o processo desde setembro, com previsão de conclusão em agosto de 2023.

“A partir da conclusão desse plano saberemos onde e quando fomentar a cadeia de serviços do turismo. Isso contribuirá diretamente para a geração de trabalho e renda nas comunidades. Teremos maior clareza de que forma podemos estabelecer a valorização e conservação dos atrativos naturais, do turismo, e com respeito aos recursos naturais existentes. Também teremos o regramento necessário para a desenvolvimento dessas atividades”, explica a gestora da Semapi, Paola Daniel.
As ações contam com o apoio do Projeto Paisagens Sustentáveis da Amazônia (ASL-Brasil) e tem como co-executores a Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac) e a Companhia de Desenvolvimento de Serviços Ambientais (CDSA).

Os trabalhos tiveram início com a elaboração do Plano de Uso Público das Áreas de Proteção Ambiental (APAs) Lago do Amapá e Igarapé São Francisco, ambas situadas em Rio Branco e da Área de Relevante Interesse Ecológico Japiim (Arie) Pentecoste, em Mâncio Lima. O trabalho conta com a participação efetiva das lideranças comunitárias, operadores de turismo, guias, proprietários de empreendimentos, representantes do Conselho Estadual e Municipal de Turismo.

A primeira etapa de entrevista foi realizada de 28 de novembro a 4 de dezembro nas APAs do Lago do Amapá e Igarapé São Francisco. Do dia 5 a 10 de dezembro, as equipes estiveram reunidas com o secretário de Meio Ambiente de Cruzeiro do Sul, Ygor Neves, quando realizaram visitas técnicas à comunidade do Rio Crôa. As visitações contaram com a participação do secretário de Meio Ambiente de Mâncio Lima, Rosaldo Marques.
As etapas da consultoria preveem análise preliminar, contendo o contexto de uso público e diagnóstico de cada Unidade de Conservação (UC), oficina participativa com os atores interessados para planejamento do uso público e elaboração de normativas visando o regramento das atividades.
A chefe da Dapbio, Mirna Caniso, ressalta que a metodologia orientará a execução do trabalho, ancorada nas orientações metodológicas para a elaboração de planos de Uso Público em Unidades de Conservação Federais e no rol de oportunidades de visitação em UCs organizadas e publicadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Saiba mais– A Semapi é responsável por gerir nove unidades de conservação estaduais, além de contribuir com a gestão de unidades federais e terras indígenas. Tem competência institucional de elaborar, coordenar e supervisionar a execução de políticas públicas referentes às unidades de Conservação de Proteção Integral e as de Uso Sustentável, e essa gestão é centralizada na Divisão de Áreas Naturais Protegidas e Biodiversidade.
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