
Mais de 700 pacientes já foram atendidos no equipamento
A Audiologia é uma das especialidades da Fonoaudiologia responsável por tratar os distúrbios de comunicação do sistema auditivo. No Hospital Estadual Leonardo Da Vinci (Helv), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) sob gestão do Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), o Ambulatório de Audiologia atende, desde 2021, pacientes que vão passar ou já passaram por uma cirurgia otorrinolaringológica.
A assistência, antes feita via cooperativa e depois por meio de parceria com a unidade móvel de audiometria do Serviço Social da Indústria Ceará (Sesi/CE), agora conta com uma estrutura própria do Helv. Mais de 700 pacientes já foram atendidos no ambulatório.
O serviço está apto a realizar exames como audiometria tonal e vocal, que avalia a capacidade de ouvir e interpretar sons, e de imitanciometria, análise complementar da condição auditiva. O ambulatório também faz diagnósticos a partir de timpanometria, pesquisa de reflexos acústicos, prova da função tubária e complacência da membrana timpânica.

A fonoaudióloga Denire Aragão explica que, junto à linguagem, à voz e à motricidade orofacial, a audição é uma das quatro grandes áreas da Fonoaudiologia. “Na audição, avaliamos vários aspectos, não só a percepção do som, mas a detecção, a localização e a memorização desse som. Para termos um sentido daquilo que se ouve, precisamos de uma série de componentes e habilidades que é avaliada aqui no ambulatório”.
Lúcio Flávio de Sousa, de 42 anos, é um dos pacientes assistidos no serviço. Conhecido no meio artístico como Lúcio Camelo, ele chegou ao ambulatório encaminhado pela Central de Regulação do Estado. Diagnosticado com um colesteatoma, tumor benigno que afeta o ouvido médio, o artista realizou os exames preparatórios para a cirurgia.
“Eu trabalhava na noite como músico e, por isso, minha audição foi muito maltratada. Com o agravamento do incômodo, procurei tratamento. Os sintomas estão me atingindo muito: tenho dor e dormência na cabeça, além de tonturas”, afirma Sousa, cuja perda auditiva em um dos ouvidos possui grau moderado.
A coordenadora do setor de Fonoaudiologia do Helv, Wigna Raissa, destaca que a equipe de profissionais da unidade atua, ainda, no tratamento da disfagia, dificuldade de ingestão de alimentos, e, em alguns casos, da deglutição da saliva. Até novembro deste ano, 23.456 atendimentos fonoaudiológicos foram feitos.
“A dificuldade para engolir pode ser acompanhada por outros sinais e sintomas como dor ao deglutir, engasgos, pneumonias de repetição, falta de ar e emagrecimento. A fonoaudióloga vê se existe a necessidade desse paciente se alimentar por sonda ou, de forma segura, por via oral. Também atuamos junto a pacientes traqueostomizados”, detalha Raissa.
A equipe do Helv é composta por sete fonoaudiólogos. Os profissionais serão homenageados nesta sexta-feira (9) por ocasião do dia alusivo à categoria.
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