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Saúde do Acre alerta para risco de contaminação por leptospirose

Com a intensificação das chuvas em todo o Acre, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), nesta segunda-feira, 5, a...

05/12/2022 às 20h05
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom Acre
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Foto: Reprodução/Secom Acre
Foto: Reprodução/Secom Acre

Com a intensificação das chuvas em todo o Acre, o governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), nesta segunda-feira, 5, alerta a população sobre os cuidados que devem ser tomados para evitar a leptospirose.

Essa doença infecciosa causada por uma bactéria chamada leptospira, presente na urina de ratos e de outros animais, é transmitida por água contaminada e pelo contato com a pele, principalmente se houver algum arranhão ou ferimento.

Médico veterinário do Núcleo de Zoonoses da Divisão de Vigilância Ambiental, José Conceição Guimarães. Foto: Odair Leal/Sesacre
Médico veterinário do Núcleo de Zoonoses da Divisão de Vigilância Ambiental, José Conceição Guimarães. Foto: Odair Leal/Sesacre

O médico veterinário do Núcleo de Zoonoses da Divisão de Vigilância Ambiental, José Conceição Guimarães, aconselha a população a evitar andar em áreas alagadas, principalmente nesse período de chuvas do inverno amazônico, onde há a proliferação de ratos transmissores da doença.

“Em situações de enchentes e inundações, a urina dos ratos em esgotos, córregos, bueiros mistura-se à enxurrada e à lama, fazendo com que qualquer pessoa que tenha contato com a água das chuvas ou o lodo contaminado possa ser atingida. Nos meses de dezembro até abril, o melhor é ter todos os cuidados para não ser contaminado”, explica.

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No ano de 2021, foram contaminadas 832 pessoas, já neste ano 408 pessoas foram contaminadas em todo o estado. Em 2020 houve 1 óbito e em 2021, também uma morte por leptospirose.

Moradores que tenham tido contato com a água das chuvas devem ficar atentos aos sintomas da leptospirose e buscar atendimento médico o mais rápido possível, caso seja necessário.

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Chuvas intensas no estado. Foto: Odair Leal/Sesacre
Chuvas intensas no estado. Foto: Odair Leal/Sesacre

Prevenção –Deve-se evitar o contato com água ou barro de enchentes. Caso no contato com a água tenha ocorrido, logo que possível a recomendação é de retirar calçados molhados e limpar a região do corpo com água e sabão.

Pessoas que trabalham na limpeza de lama, entulhos e desentupimento de esgoto devem usar botas e luvas de borracha. Na impossibilidade, devem ser utilizados sacos plásticos duplos amarrados nas mãos e nos pés.

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Após a limpeza, é indicado o uso de hipoclorito de sódio (água sanitária) a 2,5%. O produto mata as leptospiras e deve ser utilizado para desinfetar reservatórios (1 litro de água sanitária para cada mil litros de água) e locais e objetos que tiveram contato com água ou lama contaminada (um copo de água sanitária em um balde de 20 litros de água). Importante lembrar que, durante os processos de limpeza e de desinfecção de locais onde houve inundação, deve-se também proteger pés e mãos do contato com a água.

Sinais e sintomas –Os sintomas mais comuns são: inicialmente um quadro semelhante a uma virose, com febre alta, dor de cabeça, dor nos olhos, além de uma característica importante que é dor nas panturrilhas (batata das pernas) e, posteriormente icterícia (pele amarelada).

A leptospirose é uma doença curável, com tratamento e diagnóstico oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mediante a notificação da suspeita para a Vigilância Epidemiológica Municipal. O diagnóstico e o tratamento precoces são importantes para o êxito da recuperação.

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