
Os alagamentos e as enchentes que atingem algumas cidades catarinenses demandam cuidados por parte da população que tem contato com as áreas afetadas. Isso porque após o registro de inundações, aumentam os casos de leptospirose. De acordo com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica de Santa Catarina (DIVE/SC), a distribuição de casos da doença no estado é sazonal, seguindo o regime mensal de chuvas, acompanhando as precipitações de dezembro a março, decrescendo durante o inverno.
Segundo o diretor da DIVE/SC, João Augusto Brancher Fuck, o risco de contrair a doença é maior em épocas de enchentes e alagamentos. “Moradores das cidades que registraram alagamentos que tiverem febre, dor de cabeça e dores no corpo até 40 dias após a ocorrência devem procurar uma unidade de saúde. É fundamental que a pessoa informe ao médico se teve contato com a água ou com a lama”, destaca.
Por esse motivo, é de extrema importância que a população reforce e mantenha as medidas de prevenção, como usar botas e luvas quando trabalhar em áreas com água possivelmente contaminada, como é o caso de alagamentos.
Casos em SC
Em 2021, 153 casos de leptospirose foram confirmados em Santa Catarina, com registro de 10 óbitos. A doença afetou principalmente pessoas do sexo masculino, na faixa etária dos 30 aos 60 anos de idade. Neste ano, já foram notificados 131 casos da doença, com o registro de 11 óbitos.
Leptospirose
A leptospirose é uma doença grave, causada por uma bactéria presente na urina contaminada de animais, principalmente ratos. A bactéria penetra no corpo através de machucados e, até mesmo, da pele sadia quando a pessoa fica muito tempo dentro da água. Por isso, o risco é maior em épocas de enchentes e alagamentos.
Os sintomas iniciais podem ser semelhantes aos da gripe, começando de forma abrupta, com febre alta, dor de cabeça, mal-estar e muitas dores no corpo. Um sintoma bastante característico é uma forte dor nas panturrilhas (batata da perna).
A leptospirose pode evoluir para quadros graves, com aparecimento de icterícia (a pele fica com um tom amarelo-avermelhado). Os sangramentos podem aparecer na fase mais avançada, com dificuldade respiratória e pode levar a óbito.
Animais peçonhentos
Quando as águas ainda estão baixando e as pessoas retornando para suas residências, é também preciso que a população fique atenta à prevenção de acidentes com animais peçonhentos. No caso de picadas ou mordeduras, a vítima deve procurar atendimento médico no serviço de saúde mais próximo nas primeiras horas após a ocorrência.
A referência para atendimento de acidentes por animais peçonhentos no estado é o Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Santa Catarina (CIATox/SC), com funcionamento 24 horas, pelo telefone 0800 643 5252.
Medidas de prevenção
Saúde Santa Catarina reafirma referência nacional no cuidado a pessoas com Epidermólise Bolhosa
Novo PAC Saúde Hospital Estadual do Litoral Norte recebe primeiros pacientes.
Sergipe Ambulatório de Retorno assegura assistência especializada a pacientes atendidos pelo Huse
Piauí Governo do Piauí entrega equipamentos de alta complexidade para hospitais de Picos, Valença e Oeiras nesta sexta (3)
Sergipe Governo de Sergipe promove maior ciclo de concursos da última década e reforça serviços em áreas estratégicas
Sergipe Hospital Regional de Nossa Senhora da Glória amplia assistência e registra aumento no número de atendimentos
Piauí Hospital Regional de Uruçuí passa a contar com UTI e tomografia após investimentos de R$ 10 milhões do Governo do Estado
Mato Grosso do Sul Curso gratuito da SES apoia famílias e profissionais no cuidado à pessoa com síndrome de Down
Sergipe Fundação de Saúde Parreiras Horta fortalece serviços com avanços no Hemose, Lacen e SVO Mín. 25° Máx. 26°