
Comitiva também tratou de novos investimentos em armas, cursos e equipamentos para as Forças de Segurança do estado, a partir do ano que vem
A projeção para novos investimentos, equipamentos e cursos para as Forças de Segurança do Acre, a partir da nova gestão do governo federal, em 2023, foi um dos temas principais da agenda de representantes do Ministério da Justiça (MJ) com o governo do Estado do Acre, nesta quinta-feira, 17, na sede da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em Rio Branco.

A comitiva, liderada pelo coronel Saulo de Tarso Sanson Silva, coordenador-geral de Fronteira do MJ em Brasília, foi recebida pelo secretário de Justiça e Segurança Pública, coronel Paulo Cézar Rocha dos Santos, e pelo coordenador operacional da Sejusp, coronel Glayson Dantas.

Na ocasião, a equipe do Ministério da Justiça e os gestores da Sejusp puderam avaliar também as ações do Programa Nacional de Segurança nas Fronteiras e Divisas, o Programa Vigia. “Viemos anunciar um novo aporte de recursos para treinamento de efetivos e para a aquisição de armas e equipamentos. São investimentos que devem vir para o Acre no âmbito do Programa Vigia, que completa três anos no estado”, afirmou o coordenador-geral de Fronteira do MJ.

A avaliação do representante do governo federal é de que o Acre tem desempenhado um papel de excelência no combate aos crimes transfronteiriços. Os agentes de Brasília também conheceram os setores estratégicos da Sejusp, assim como o aplicativo Apolo, tecnologia genuinamente acreana que facilita a identificação de suspeitos de crimes por reconhecimento facial no telefone celular.

“Foi bom ter esse retorno do secretário, numa avaliação positiva do Programa Vigia, num momento de interação com o Acre em que pudemos conversar sobre as metas e sobre o que já foi feito em solo acreano contra ilícitos de fronteira”, destacou Tarso Sanson Silva.

Do secretário Paulo Cézar dos Santos, a comitiva do MJ ouviu relatos de ações que vêm sendo empreendidas pelo governo do Acre para reduzir a criminalidade no âmbito da tríplice fronteira Brasil-Peru-Bolívia. “O trabalho de nossas polícias é árduo, porém constante e estamos obtendo êxito”, asseverou Santos.

A integração entre as polícias locais com as bolivianas e peruanas, o trabalho dos serviços de inteligência do Acre, as redes formadas por criminosos brasileiros com ramificações em cidades como Santa Cruz e Cochabamba, além das recentes ações para conter confrontos entre facções rivais, também foram temas discutidos.
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