

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio do Centro de Atenção e Apoio à Vida (Caav) e das diretorias da Atenção Básica e da Vigilância em Saúde, iniciou, nesta quarta-feira (16), um ciclo de oficinas de atualização e formação profissional em Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) de Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), no Polo de Educação Permanente em Saúde.
A oficina foi dividida em três turmas, em momentos diferentes, é voltada apenas para médicos e enfermeiros que atuam nas unidades de saúde da Atenção Básica da zona urbana e rural, com o objetivo de fazer a atualização desses profissionais sobre as mudanças no protocolo, bem como alinhar os fluxos de atendimento e encaminhamento dos pacientes na rede municipal de saúde.
“A atualização vem para somar com a prática dos profissionais com foco voltado para a vigilância, prevenção, diagnóstico e tratamento das principais ISTs, conhecendo o fluxo do município para tratamento e todo o aparato que o município hoje oferece para garantir a assistência aos pacientes diagnosticados”, explicou a coordenadora do CAAV, Riviane Santana.
Desde 2018, a testagem rápida para diagnóstico das ISTs foi descentralizada e está disponível em todas as unidades de saúde do município. “É uma estratégia de estar próximo da comunidade para o atendimento acontecer. Alguns casos são encaminhados para o CAAV pela complexidade ou tipo de tratamento, mas o ideal é que o diagnóstico seja feito na unidade de saúde. Por isso, periodicamente, é feita essa reciclagem com os profissionais sobre essa temática, que não é nova, mas que sempre traz alguma atualização para que eles possam aplicar nas suas rotinas de trabalho”, ressaltou Gabriela Patez, assessora técnica da Diretoria de Atenção Básica.
Hoje, além do teste para diagnóstico, as unidades de saúde também ofertam medidas de controle e o tratamento medicamentoso para quase todos os tipos de infecções, com exceção apenas do tratamento para HIV e Hepatites, que é disponibilizado exclusivamente no Caav. Nesses casos, as unidades de saúde encaminham os pacientes ao serviço para realizar o tratamento.

Ainda de acordo com a coordenadora do Caav, a meta do serviço é tratar as pessoas que já conhecem o seu estado sorológico e captar aquelas que não conhecem ainda, por meio da testagem. “É um trabalho de formiguinha que desenvolvemos junto com a Atenção Básica para que eles possam, no território, trazer para dentro das unidades essa população para se testar”.
Representantes das instituições de ensino superior que ofertam cursos de medicina ou enfermagem também foram convidados a participar da oficina.
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