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Adolescente do Cense Cascavel II é aprovado no vestibular da Unioeste

Serviço público é questão de vocação. É o que demonstra o exemplo de Cheila Tatiana Lautert Guimarães (44), assistente social do Centro de Socioedu...

29/10/2022 às 11h30
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom Paraná
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Foto: Cense Cascavel II
Foto: Cense Cascavel II

Serviço público é questão de vocação. É o que demonstra o exemplo de Cheila Tatiana Lautert Guimarães (44), assistente social do Centro de Socioeducação (Cense) Cascavel 2, no Oeste do Estado, vinculado à Secretaria estadual da Justiça, Família e Trabalho (Sejuf). Há 22 anos atuando como servidora, metade da vida, ela é um dos exemplos de profissionais que ajudam a transformar a vida das pessoas. A unidade onde ela atua tem 32 adolescentes e jovens em cumprimento de medida socioeducativa

Um deles é D.A., de 18 anos, que está em sua terceira passagem pelo Cense Cascavel 2 e, com a ajuda e dedicação da equipe, está dando os passos decisivos para mudar de vida. Nesta quinta-feira (27), ele ficou sabendo que foi aprovado no vestibular da Unioeste para o curso de Ciências Biológicas. “Estou muito feliz, mas não caiu muito a ficha ainda sobre o que aconteceu”, disse.

Em dezembro, D.A. completa um ano como interno da unidade. Cheila também não escondeu a emoção pelo feito do jovem. “Conhecemos ele desde 2019, na primeira passagem pelo Cense 1, até aqui. E agora ele entendeu que esta é uma oportunidade de ouro para construir uma nova vida”, contou a assistente social.

O trabalho dos profissionais da socioeducação é fundamental não apenas para a mudança no destino dos adolescentes e jovens que passam pelo sistema, mas também para uma transformação da sociedade como um todo.

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“Ao longo do tempo em que vão ficando na unidade, esses educandos passam a criar vínculos com a equipe, a confiar nessas pessoas e entender o sentido socioeducativo desta medida à qual foram submetidos. O início do processo soa para eles com um caráter apenas punitivo, de perda de liberdade, mas nosso trabalho é para que eles vejam este momento como uma oportunidade de mudança ampla de vida, de avanço nos estudos, de ter cuidados com a saúde”, afirmou Cheila.

Para ela, trabalhar na socioeducação tem uma carga emocional bastante forte, mas que é compensada ao ver a evolução dos garotos. “Até a fisionomia dos adolescentes demonstra uma mudança que ‘vem de dentro’, e é muito gratificante fazer parte deste processo. No caso do D.A., providenciamos todos os documentos civis dele, incluindo carteira de trabalho agora que fez 18 anos”, explicou.

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“Mas vai além disso”, afirmou Cheila. “Mais do que esse auxílio para ele poder ingressar na faculdade, nos enche de orgulho ter a possibilidade de mostrar para ele que o potencial para esses feitos já está dentro dele, é uma capacidade que já tem para estudar, avançar e construir uma nova vida. Isso é mérito de toda a equipe, desde os voluntários, os profissionais da escola, os agentes de segurança e a própria família, que acompanha e dá força para ele e para a equipe”.

Para o secretário da Sejuf, Rogério Carboni, as atividades dos servidores são exemplares. “Histórias como essas nos enchem de orgulho e nos impulsionam para que continuemos sempre a melhorar os serviços que oferecemos. Parabenizo este jovem e tenho certeza, que através do estudo, ele construirá um futuro muito melhor”, disse.

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ESTUDOS– Em 2019, D.A. estava no 8º ano do Ensino Fundamental e tinha tido reprovação por faltas. No Cense, ele teve acesso à EJA (Educação de Jovens e Adultos) e conseguiu concluir o Ensino Fundamental. Em março de 2022, D.A. avançou para o Ensino Médio e conseguiu concluir a maioria das disciplinas por meio de avaliações online de equivalência disponibilizadas pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (Seed). Agora, o educando precisa apenas concluir a disciplina de matemática, que está sendo feita por frequência.

“Toda equipe me ajuda muito nos estudos. Eles passam atividades para eu fazer e me incentivam o tempo todo”, disse D.A., que tem mais planos para o próximo ano. “Minha vontade é cursar Administração, área na qual eu sonho trabalhar, mas acabei não conseguindo. Em compensação, passei em Ciências Biológicas. Vou começar o curso, mas vou estudar ainda mais para, no ano que vem, tentar Administração novamente”, afirmou o jovem.

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