
Prudentópolis foi uma das três cidades escolhidas – junto com Lapa e Palmeira – para receber o “Projeto Patrimônio Vivo: referências que conectam gerações e regiões''. O projeto é viabilizado com isenção fiscal via Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura (PROFICE), da Secretaria de Comunicação e Cultura do Estado. O apoio é da Copel.
A iniciativa, que em Prudentópolis acontece na Biblioteca Municipal, consiste em um curso que busca partilhar conhecimentos sobre educação patrimonial, e assim levantar as referências culturais locais às cidades participantes. Ao final, os alunos produzem uma exposição de fotos e textos.
O objetivo principal é compartilhar as riquezas dos municípios envolvidos e criar vínculo entre o passado e o futuro, por meio dos materiais produzidos. Cerca de 20 prudentopolitanos estão participando do projeto.
Segundo a cineasta e pesquisadora Lia Marchi, uma das professoras do projeto, a ideia é capacitar os participantes para desenvolverem mais projetos sobre educação patrimonial. “É importante levantar as referências culturais de cada cidade, para que as pessoas que aqui estão possam continuar documentando e mostrando para mais gente essas riquezas, que cada município tem”, afirmou.
De acordo com ela, o projeto precisou passar por algumas etapas para ser posto em prática, como a procura pelos alunos. Em Prudentópolis, o programa entrou em contato primeiro com a prefeitura. Depois, por meio da Casa da Cultura e da Casa da Memória, o curso foi divulgado aos possíveis interessados.
Conforme a antropóloga e também professora do projeto, Carol Mira, a finalização do curso com a produção das exposições é um quesito necessário. “É muito importante ter essa parte da fotografia e do audiovisual, que também são uma linguagem. Então, para finalizar com a exposição, a gente também desenvolve esse olhar para as referências e o patrimônio cultural da cidade”, comentou.
O curso tem uma carga horária de 40 horas, divididas em oito módulos de 4 horas, as outras oito horas são compostas de atividades extras. Primeiro são ensinados os conteúdos teóricos e depois repassadas as partes práticas.
Segundo a secretária de Cultura de Prudentópolis, Nadir Vozivoda, o curso é um dos pontos necessários para que o município se capacite ainda mais para mostrar a cultura que possui e, assim, conseguir acolher e passar informações aos visitantes. “É de extrema importância e eu imagino que vai sair muito fruto daqui, porque Prudentópolis está sendo vista no mundo e a gente precisa se preparar para isso”, afirmou.
PATRIMÔNIO VIVO– O Projeto Patrimônio Vivo deve ser concluído com os seguintes resultados: 15 visitas guiadas, sendo cinco em cada município; 1 mil catálogos impressos; três exposições de fotos com 32 painéis, uma em cada cidade; com uma estimativa de público total de 4.150 pessoas, com faixa etária de 6 a 100 anos.
PROFICE– Empresas inscritas no Regime Normal de Tributação podem apoiar a cultura via PROFICE. Saiba como aqui https://www.comunicacao.pr.gov.br/PROFICE/Pagina/PROFICE .
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