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Feira Hippie e Cavalhadas podem se tornar Patrimônio Cultural

Registro garante a preservação e salvaguarda desses bens imateriais. Trata-se de iniciativa inédita regulamentada em 2019 pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura. Realizadas há mais de 200 anos em Goiás, o calendário do Circuit

27/02/2022 às 11h50
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Secom Goiás
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Foto: Reprodução/Secom Goiás
Foto: Reprodução/Secom Goiás

Dois grandes legados culturais de Goiás, a Feira Hippie e as Cavalhadas, uma das mais tradicionais festas populares do Estado, estão em processo de registro para se tornarem Patrimônio Cultural do Estado. “Nosso objetivo é preservar e salvaguardar esses patrimônios, considerados bens imateriais, garantindo legalmente a proteção e manutenção deles”, ressalta o secretário de Estado de Cultura, César Moura.

A Secretaria de Estado de Cultura (Secult) é o órgão responsável por gerir todos os trâmites do processo, por meio da Superintendência de Patrimônio Histórico, Cultural e Artístico, realizando pesquisas e levantamentos em conjunto com a comunidade. A execução consiste em documentar e acompanhar a dinâmica das manifestações culturais registradas, bem como fomentar ações de apoio, promoção, divulgação e rentabilização desses bens, por meio de estudos, levantamento de documentação e produção de instrumentos que salvaguardam o bem cultural.

Toda essa ação é feita em conjunto entre o Estado, os estudiosos da cultura e os detentores do bem, para que a força da proteção legal não prejudique o patrimônio. Atualmente os processos de registro da Feira Hippie e das Cavalhadas estão em fase de instrução para a produção dos Dossiês Técnicos. A expectativa é que todo esse andamento ocorra nos próximos meses, para que a documentação necessária seja produzida, conferida e anexada ao Dossiê para a aprovação final do Conselho Estadual de Cultura.

O que é o registro?
O registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial e o Programa de Patrimônio Cultural Imaterial do Estado de Goiás foram criados pelo Decreto 8.408, de 2015, e regulamentados pela Instrução publicada no Diário Oficial nº 23.141 de 20 de setembro de 2019. O documento abrange a descrição do processo de produção, circulação e consumo; contexto cultural; informações históricas sobre o bem; documentação histórica disponível (fotografias, documentação audiovisual, materiais informativos de diferentes mídias etc.); referências à formação e continuidade histórica do bem, assim como as transformações ocorridas ao longo do tempo e as proposições de ações para salvaguarda do bem visando sua continuidade.

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Por meio de instrumentos como a identificação, a pesquisa, o inventário e o registro, é possível estabelecer políticas públicas eficazes para cuidar e zelar pela preservação e continuidade do patrimônio. Todo esse processo é instruído com documentação e informações sobre o bem cultural, oriundas de extensa pesquisa. O dossiê elaborado será posteriormente apreciado e deliberado pelo Conselho Estadual de Cultura.

Cavalhadas
Realizadas há mais de 200 anos em Goiás, o calendário do Circuito das Cavalhadas inclui atualmente 12 municípios que receberão as festividades: Corumbá, Crixás, Hidrolina, Jaraguá, Palmeiras de Goiás, Pilar, Pirenópolis, Posse, Santa Cruz de Goiás, Santa Terezinha de Goiás, São Francisco de Goiás e a cidade de Goiás.

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As festividades são celebrações que encenam batalhas medievais entre mouros e cristãos, quando o exército muçulmano, depois de conquistar Portugal e Espanha, resolve invadir a França. A festa une religiosidade, fé, cultura, turismo e valorização de tradições que misturam elementos sagrados e símbolos pagãos atraindo milhares de turistas às cidades, que movimentam a economia, mobilizando os moradores e visitantes a reviverem toda a história.

Feira Hippie
A Feira Hippie de Goiânia é considerada a maior feira ao ar livre do Brasil e da América Latina com aproximadamente 7 mil bancas. É realizada às sextas, sábados e domingos, em um ponto histórico e turístico da cidade, a Praça do Trabalhador, ao lado do Terminal Rodoviário de Goiânia, próximo à antiga Estação Ferroviária de Goiânia.

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Sua história começa no final da década de 60, quando alguns hippies expunham suas peças no Mutirama, posteriormente na Praça Universitária, depois na Praça Cívica até o local que se encontra atualmente.

A feira é composta por montadores que se organizam e contam com associação própria e também com a Rádio Hippie que leva informação e música aos feirantes e visitantes. A comercialização forte do local é a moda, sempre atual e com preços bem em conta, atraindo excursões de todo Brasil e Mercosul. Também são encontrados produtos de diversos setores como artesanato, calçados, produtos importados, artigos regionais, comidas típicas de Goiás e de outros estados e países, mostrando a diversidade cultural da Feira Hippie.

Foto: Secult Goiás (acervo: MIS)

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