
A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), realizou nesta quinta-feira, 13, em Rio Branco, a oficina Implementação da Rede de Atenção Materna e Infantil do Estado do Acre. Participaram autoridades municipais, servidores, gestores e técnicos das unidades hospitalares das três regionais acreanas.

Com o intuito de propiciar a reorganização dos processos de trabalho, aprimorar o cuidado com o planejamento familiar, pré-natal, nascimento, perda gestacional, puerpério e cuidado do recém-nascido e da criança, o evento marca a transição da Rede Cegonha, criada em 2011, para a Rede de Atenção Materna e Infantil (Rami).
De acordo com a coordenadora estadual da Rami, Elizama Maria de Lima, a transição viabilizará mudanças, estimuladas por financiamento do próprio programa. “Teremos que construir um plano regional e macrorregional para habilitar alguns serviços e aprimorar outros que já estão dando certo, conforme as exigências do Ministério da Saúde”, informou.
A diretora do Departamento de Saúde Materna e Infantil do MS, Lana de Lourdes Aguiar, vem coordenando a transição em todo o país. O Acre é o décimo estado a receber a capacitação. De acordo com a diretora, o objetivo é discutir questões relacionadas à mortalidade materna e infantil, visando à redução dessas taxas.

“Na pandemia já lidávamos com razões de morte acima do que era esperado para uma nação como o Brasil, e após esse período o cenário ficou cada vez mais desafiador. Hoje temos estados da federação brasileira que têm razões de morte materna acima de três dígitos, por cem mil habitantes. Apresentamos e trouxemos para o país uma nova proposta de reestruturação e ampliação da sua rede, que agora é denominada Rami”, disse.
Segundo a secretária de Saúde, Paula Mariano, a finalidade da oficina é compartilhar toda informação possível com representantes dos 22 municípios. “Falaremos aqui sobre diretrizes que nortearão nosso trabalho nos próximos anos. Uma dessas medidas será o fortalecimento do pré-natal, descentralizando o atendimento à grávida de alto risco, por exemplo, que geralmente é realizado na capital, ampliando-o para as três regionais”, anunciou.

A enfermeira Maria Souza, que atua pelo Estado na Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre) e pelo Município de Rio Branco na Urap Roney Meireles, expressou grande expectativa para o aprendizado e a troca de conhecimentos.

“Estou ansiosa para ver essa integração da rede, porque trabalho nos dois extremos. A mudança vai coroar o pré-natal, toda a assistência que damos na atenção primária vai fechar de forma positiva, vai fazer com que essa criança venha ao mundo sem violência institucional, sem trauma para a mãe e sem marco ruim daquele parto”, observou.















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