
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Estado do Ceará (SSPDS/CE), por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento e Gestão de Pessoas (Cogep), promoveu uma ação de doação de sangue na sede da pasta, em Fortaleza. Servidores e colaboradores da SSPDS e de suas vinculadas participaram, nesta quarta-feira (23), da ação “Hemoce na SSPDS”, que chega em sua segunda edição no mês de fevereiro. A iniciativa visa promover a conscientização sobre a importância da doação de sangue, em que uma atitude simples por pessoa, de alguns minutos, pode salvar até quatro vidas, além de promover, entre os profissionais, o incentivo ao cadastro de medula óssea. Durante a ação, mais de 100 profissionais participaram.

O secretário executivo da Segurança Pública e Defesa Social, Samuel Elânio, visitou a ação realizada em parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce), equipamento do Governo do Ceará vinculado à Secretaria da Saúde do Estado do (Sesa).
“Essa ação visa ajudar quem precisa de doação de sangue e de medula óssea. Temos mais de 100 servidores e colaboradores nessa ação, ou seja, mais de 400 pessoas podem ser beneficiadas com a iniciativa. A Secretaria está sempre aberta para causas como essas, que têm o objetivo de ajudar quem mais precisa”, destacou Samuel.
Para que a doação de sangue seja feita com segurança, o Hemoce orienta sobre as condições básicas durante o procedimento, que são: estar saudável, bem alimentado, ter dormido pelo menos seis horas nas últimas 24 horas, pesar acima de 50 quilos, ter entre 16 e 69 anos – com a primeira doação até 60 anos – e beber pelo menos dois copos de água antes da doação.

O colaborador da Cogep da SSPDS, Allan Pinheiro, cumpriu seu papel social participando da ação.
“Meu sentimento sempre que faço a doação de sangue, é de gratidão. Esse ato voluntário de solidariedade gera uma grande sensação de bem-estar para mim. Só em saber que vou poder ajudar quatro pacientes com essa simples doação, me motiva a doar sempre”, frisou.
Leiliane Rodrigues, auxiliar administrativo da Secretaria, também participou da doação voluntária. Ela doou pela primeira vez e se cadastrou no banco de medula.
“Há algum tempo tenho vontade de ser uma doadora. Quando a Secretaria divulgou a ação, não pensei duas vezes. Quantas vidas podem ser salvas com esse ato que leva poucos minutos. Sou mãe e lembro das outras mães que estejam aflitas em busca de um doador de medula óssea para o filho. Precisamos pensar mais no outro e ajudar quem precisa”, disse Leiliane.

Para ser um doador de medula óssea é necessário se dirigir a qualquer uma das unidades de atendimento do Hemoce, fixo ou móvel, e informar que deseja ser um doador de medula óssea. Para se cadastrar é preciso apresentar o documento de identidade (RG) e se possível comprovante de residência.
O candidato deve preencher um cadastro e será coletado uma amostra de sangue para efetivação do registro. Caso o candidato seja compatível com algum paciente, o Hemoce entra em contato para repetição do exame e, se confirmada compatibilidade, convida para realizar a doação de medula óssea.

Como parte da iniciativa, a Secretaria recebeu durante a ação a organização não governamental (ONG), sem fins lucrativos, Caçadores de Medula. A ONG acompanha a campanha “Todos por Marina”, que pede doações de sangue, plaquetas, hemácias e medula para a jornalista Marina Alves. Recentemente, a Marina descobriu um problema de saúde e necessita de doações de sangue, plaquetas, hemácias e medula para vencer a doença.
Para ser doador de medula, os critérios são ter entre 18 e 35 anos de idade, estar bem de saúde, não ter doença infecciosa ou incapacitante, não ter doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico.
Mês de conscientização da leucemia
O mês de fevereiro é marcado pela campanha “Fevereiro Laranja”, que tem o objetivo de conscientizar a população sobre a leucemia – tipo de câncer no sangue – e a importância da doação de medula óssea, para assim captar possíveis doadores.
“Aproveitamos o período de Carnaval onde as demandas aumentam e para promover essa ação entre os profissionais da Segurança a doação de sangue, e também, o cadastro de medula, já que estamos no mês de conscientização da leucemia. Por isso, trouxemos o Hemoce para a SSPDS”, explica Karla Gracy Secundino, orientadora de célula da Coordenadoria de Gestão de Pessoas (Cogep).

Antes de doar sangue, é necessário que o doador passe por quatro etapas. A primeira é fazer um cadastro com um documento de identificação oficial, com foto ou cópia autenticada.
A segunda etapa é a pré-triagem. O doador tem avaliação da frequência cardíaca, temperatura, pressão arterial, nível de hemoglobina e peso. Passando dessa etapa, o doador vai para uma triagem clínica, em que a pessoa participa de uma entrevista individual e sigilosa com um médico ou enfermeiro, que com honestidade, o doador responde a algumas perguntas.
Após todas essas etapas, o doador passa por mais uma entrevista por escrito, onde ele precisa ser sincero em todas as respostas, caso contrário o sangue não será transfundido. A doação só deve ser feita após todas as etapas serem cumpridas rigorosamente.
“O Hemoce faz a distribuição do sangue para os hospitais públicos. E nesse período do ano, devido ao Carnaval requer uma demanda de bolsas de sangue maior. E essa ação reflete em um número maior de doadores para apoiar na doação de sangue, pois uma bolsa pode salvar quatro vidas”, ressalta Erika Soares, enfermeira do Hemoce.
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