
O prédio da Câmara dos Deputados ficará iluminado na cor amarela desta quinta-feira (28) a domingo (31) em apoio à campanha de luta contra as hepatites virais. Intitulada “Julho Amarelo”, a campanha foi instituída no Brasil pela Lei 13.802/19.
O objetivo da iniciativa é reforçar as ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais, doenças infecciosas – classificadas nos tipos A, B, C, D e E –, que atacam principalmente o fígado. Todas elas, quando não diagnosticadas, podem levar o paciente à cirrose ou ao câncer.
Por apresentarem em sua maioria poucos sintomas iniciais, são chamadas de enfermidades “silenciosas”, o que torna importante a realização de exames de rotina que detectem os vários tipos da doença. Quando presentes, os sintomas mais comuns são náusea, febre, tontura, falta de apetite, cansaço, diarreia, dor abdominal, pele e olhos amarelados, urina escura e fezes claras.
A iluminação especial foi pedida pelos deputados Alexandre Padilha (PT-SP) e Bozzella (União-SP).
Formas de contágio
As hepatites virais podem ser transmitidas pelo contágio fecal-oral, especialmente em locais com condições precárias de saneamento básico e água, de higiene pessoal e dos alimentos; pela relação sexual desprotegida; pelo contato com sangue contaminado, através do compartilhamento de seringas, agulhas, lâminas de barbear, alicates de unha e outros objetos perfuro-cortantes; da mãe para o filho durante a gravidez, e por meio de transfusão de sangue ou hemoderivados.
Segundo o Ministério da Saúde, o contágio via transfusão de sangue atualmente é considerado raro, devido à melhoria das tecnologias de triagem de doadores, além da utilização de sistemas de controle de qualidade mais eficientes.
Prevenção e tratamento
As hepatites virais podem ser evitadas com alguns cuidados, como lavar as mãos após ir ao banheiro, trocar fraldas e antes de cozinhar ou comer; usar água tratada, higienizar adequadamente os alimentos; evitar contato com sangue contaminado; usar preservativos em relações sexuais e materiais esterilizados ou descartáveis em serviços de saúde e estética.
As hepatites A e B podem ser prevenidas também por meio de vacinação, ambas previstas no calendário nacional de imunização. Já para a hepatite C não há vacina disponível.
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