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Justiça Processo

Patrícia Campos Mello vence processo contra Bolsonaro de goleada: 4 a 1

A decisão foi divulgada na manhã desta quarta-feira (29).

29/06/2022 às 23h04
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: http://www.abi.org.br/
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Patrícia Campos Mello entrou na Justiça contra o presidente por danos morais em fevereiro de 2020. Foto: Reprodução internet
Patrícia Campos Mello entrou na Justiça contra o presidente por danos morais em fevereiro de 2020. Foto: Reprodução internet

A jornalista Patrícia Campos Mello venceu o processo em segunda instância contra Jair Bolsonaro por 4 votos a 1. A decisão foi divulgada na manhã desta quarta-feira (29). Patrícia Campos Mello entrou na Justiça contra o presidente por danos morais em fevereiro de 2020.

Bolsonaro ofendeu a jornalista, autora de reportagens mostrando um esquema de financiamento ilegal de disparos, insinuando que ela havia oferecido trocar informações por favores sexuais.

“Ela queria um furo. Ela queria dar o furo”, disse o presidente a apoiadores enquanto gargalhava.

Em março de 2021, Bolsonaro já havia sido condenado em primeira instância, mas a defesa do presidente recorreu. O processo foi retomado no Tribunal de Justiça de São Paulo nesta terça-feira (29/6) e finalizado na manhã desta quarta-feira.

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Num Twitter, Patrícia Campos Mello comemorou o resultado: “Ganhamos!!!! Por 4×1, o TJ de SP decidiu que não é aceitável um presidente da República ofender, usando insinuação sexual, uma jornalista. Uma vitória de todas nós mulheres. Agradeço à brilhante @taisgasparian e a todos vocês pela mobilização, sem vcs não seria possível”.

A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) soltaram uma nota conjunta na terça-feira pedindo que o TJ de São Paulo “não se dobrasse ao poder político” e fizesse justiça a Patrícia.

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“O opressor reincidente de mulheres cometeu um crime que se reproduz cotidianamente com cúmplices de suas falas e atitudes políticas, na maioria das vezes contra profissionais da imprensa sem a visibilidade da jornalista (Patrícia Campos Mello). Fazer justiça nesse caso é oferecer à jornalista, à imprensa e ao interesse público uma reparação concreta, junto com o sentimento de que o Judiciário não se dobra ao poder político de disseminadores do ódio, especialmente contra mulheres”, afirmaram as entidades em nota.

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