
O governo do Acre, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e das Políticas Indígenas (Semapi), em alusão ao Mês do Meio Ambiente, promoveu duas palestras no auditório da Biblioteca Pública de Rio Branco, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) e também de Mato Grosso do Sul (CBMMS).
A primeira, com o tema Sistema de Comando de Incidente Aplicado pelo CBMMS nos Incêndios Florestais no Pantanal, foi ministrada pela comandante de Operações do Corpo de Bombeiros Militar daquela corporação, tenente-coronel Tatiane Dias.

A segunda, com o tema Fogo no Pantanal: Prevenções, Combate e Desenvolvimento Sustentável, foi ministrada pelo assessor bombeiro militar da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar do MS (Semagro), também coordenador de Resgate Técnico Animal do Pantanal (Gretap), coronel Waldemir Junior, que apresentou medidas de prevenção e combate, por meio dos trabalhos desenvolvidos no Pantanal, além da exemplificação de práticas sustentáveis.

O tenente Freitas Filho, do CBMAC, explicou alguns termos técnicos da área, como “foco de calor”, que é um evento identificado por satélites que orbitam entre 700 e 900 km da terra. Os focos detectados têm temperatura superior a 47° C. Um incêndio pode gerar vários focos de calor, a depender da extensão e da configuração do evento detectado. O satélite de referência do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), detecta eventos de calor com no mínimo 30 metros de comprimento por um metro de largura.
Já a queimada é o uso do fogo como técnica para manejo de áreas, geralmente para limpeza de terrenos para agricultura ou outros fins similares. O objetivo é limpar áreas e nutrir o solo com as cinzas resultantes da ação.
Com a recorrência do fogo no mesmo terreno, o solo torna-se pobre e improdutivo. Para que a queimada não saia do controle e não se torne um incêndio, são indicados alguns cuidados, como a realização de aceiros. Incêndio florestal, por sua vez, é o fogo indiscriminado, fora do controle, devastando áreas que deveriam ser preservadas.
“É importante observar que os focos de calor detectam também situações de queima autorizada. Ainda não conseguimos eliminar da contagem essas queimas diretamente no sistema, este ano ainda faremos manualmente”, relatou Freitas.
O diretor executivo da Semapi, Cristyan Garcia, pontuou que a pasta já estabeleceu o cronograma de ações para o combate ao desmatamento e queimadas e as execuções serão iniciadas ainda em junho. Além disso, todas as secretarias estaduais estão unindo forças para monitorar e coibir as ações de queimadas, desmatamentos e outras possíveis infrações ambientais.
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