
Em pronunciamento nesta terça-feira (14), o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) afirmou ser preciso "fazer algo" para barrar o ativismo judiciário que, no seu entendimento, se manifesta em "atitudes populistas" e "desvios de conduta" de magistrados, especialmente dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ele enumerou situações que a seu ver demostram que os ministros estariam extrapolam o poder que lhes é atribuído: como articulação política para influenciar na decisão sobre o "voto auditável" nas urnas eletrônicas; críticas às Forças Armadas; palestra em evento no Texas, nos Estados Unidos, intitulado 'Livrando-se de um presidente'; defesa do regime semipresidencialista em evento em Portugal; instauração de inquérito no qual o mesmo ministro é investigador, acusador e julgador do caso; desrespeito ao indulto presidencial concedido ao deputado federal Daniel Silveira; e alteração de regras de julgamento do STF, enfraquecendo os poderes dos dois mais novos ministros da Corte, nomeados pelo presidente Jair Bolsonaro.
— É uma clara perseguição, é um claro ativismo político e ideológico, que tem o objetivo de isolar quem pensa diferentemente deles. É isso o que está acontecendo. E o brasileiro tá vendo. O brasileiro não é bobo, não. Ele está acompanhando, sim.
Eduardo Girão lembrou ainda que foram apresentados 58 pedidos de impeachment de ministros do STF, mas até hoje nenhum deles foi aceito.
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