

Dando continuidade à programação da campanha municipal de combate ao trabalho infantil, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) realizou ontem (13) o debate virtual sobre “Adolescência, Tráfico de Drogas e Trabalho Infantil: o paradigma da proteção integral no Sistema Socioeducativo”, que teve como debatedoras a promotora de Justiça Entrância Final de Curitiba, Luciana Linero, e a gerente do Centro de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) Novo Olhar, Bárbara Tigre, com a mediação da articuladora do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), Monalisa Cirino.
Durante a abertura do evento, o secretário de Desenvolvimento Social, Michael Farias, destacou a importância da inclusão no debate sobre o trabalho infantil, o tráfico de drogas, uma realidade que deve ser encarada e combatida por todas as esferas de governo de forma integrada com a participação de todos os atores das políticas públicas. “Apesar de presente no cotidiano de crianças e adolescentes e de ser uma das piores formas de trabalho infantil, esta é a primeira vez que o tema é incluído na campanha, por isso, este debate é muito importante e veio para fortalecer a nossa rede de proteção da criança e do adolescente na perspectiva da integralidade das ações para o acompanhamento de adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, mas também para crianças e adolescentes com vivência em territórios onde há presença do tráfico de drogas”, esclareceu Michael.
A promotora Luciana que atua no Centro de Apoio Operacional das Promotorias da Criança, do Adolescente e da Educação entre 2016 e 2022, compartilhou algumas experiências do Estado do Paraná com adolescentes que cumprem medidas socioeducativas, como a busca por vagas de trabalho protegido na modalidade de jovem aprendiz com a sensibilização de empresários e também o incentivo ao retorno para escola, com o planejamento pedagógico das escolas exclusivo para estes alunos em cumprimento de medidas. “Nós entendemos que a maior dificuldade deste adolescente com o mercado de trabalho protegido é justamente a evasão escolar, a maioria não tem o estudo mínimo exigido pelas empresas, por isso, temos realizado este esforço junto às escolas e Creas para apoiar estes adolescentes no retorno a escola”, explicou Luciana.
Para contextualizar a situação de Vitória da Conquista com relação aos adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em regime aberto, Bárbara Tigre apresentou os dados no Creas Novo Olhar referentes ao período de 2010 a 2019, um levantamento realizado pela equipe da unidade, que traça um perfil dos adolescentes e familiares atendidos. “O estudo mostra o que infelizmente todos já sabem, a maioria dos adolescentes que cumprem medidas são oriundos de bairros onde moram pessoas com o poder aquisitivo mais baixo, com a atuação do tráfico de drogas”, ressaltou Bárbara.
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