
Contratar uma pessoa com deficiência ou neurodivergente é apenas uma parte do processo de inclusão. Para que esse profissional tenha condições de permanecer, desenvolver suas habilidades e crescer no ambiente de trabalho, a empresa também precisa estar preparada para compreender necessidades e realizar adaptações quando necessárias.
É justamente nesse ponto que atua o programa Conexão Produtiva, uma iniciativa que já integra a política municipal de empregabilidade atípica de Porto Velho e oferece consultoria e formação gratuitas para empresas interessadas em tornar seus ambientes de trabalho mais inclusivos.
O serviço é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Inclusão e Assistência Social (Semias) e também orienta as empresas na elaboração do PAR — Plano de Adaptação Razoável, ferramenta utilizada para identificar e organizar as adequações necessárias no ambiente de trabalho.
A secretária-adjunta da Semias, Tércia Marília, explica que a proposta vai além de ajudar no ingresso desses profissionais no mercado.
A consultoria é voltada às empresas interessadas em avançar nas práticas de inclusão, incluindo aquelas que precisam atender à legislação de cotas. A proposta é auxiliar o empregador a compreender melhor o processo e construir condições adequadas para receber e desenvolver esses profissionais.
O gerente de Empregabilidade e Equidade de Governança Intersetorial da Semias, Walter Pinheiro, explica que as empresas interessadas podem procurar diretamente a secretaria ou consultar as informações disponíveis no PVH+.
Outra iniciativa voltada à inclusão é o selo Empresa Amiga da Inclusão, lançado na última semana. Apesar de trabalhar dentro da mesma perspectiva de inclusão, a iniciativa possui uma proposta diferente do Conexão Produtiva.
O selo foi entregue às empresas que assumiram o compromisso de oferecer descontos, condições especiais ou gratuidades para pessoas com deficiência e neurodivergentes.
Tércia Marília explica a diferença entre as duas iniciativas.“Entregamos o selo às empresas que se comprometeram com o município a oferecer descontos, condições especiais e até gratuidades para pessoas com deficiência e neurodivergentes. Já o Conexão Produtiva busca empresas que queiram se qualificar, aprender a fazer adaptações razoáveis e criar condições para garantir a permanência e o desenvolvimento dessas pessoas no mercado de trabalho”.
“Queremos que as oportunidades de trabalho cheguem a todos. A inclusão não pode terminar na contratação. Precisamos criar condições para que pessoas com deficiência e neurodivergentes possam permanecer, desenvolver suas habilidades e crescer profissionalmente. O Conexão Produtiva também ajuda as empresas nesse processo”, afirmou o prefeito Léo Moraes.
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Texto:Jhon Silva
Fotos:Erisson Soares
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)
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