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Criatividade e valorização da agricultura familiar marcam etapa municipal de concurso de merendeiras

Risoto de Abóbora com Frango foi o escolhido para representar Maceió em concurso promovido pelo Sebrae

28/09/2026 às 12h41
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Maceió - AL
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A avaliação das preparações foi realizada por uma comissão formada por estudantes da Rede Municipal de Ensino, uma analista de Gastronomia do Senac Alagoas, e uma nutricionista. Foto: Brendha Almeida/Ascom Semed
A avaliação das preparações foi realizada por uma comissão formada por estudantes da Rede Municipal de Ensino, uma analista de Gastronomia do Senac Alagoas, e uma nutricionista. Foto: Brendha Almeida/Ascom Semed

A criatividade e o uso de produtos da agricultura familiar foram alguns dos destaques da preparação que levou a merendeira Ivonete da Silva, da Escola Municipal Jaime Amorim Miranda, ao primeiro lugar na etapa municipal do Concurso de Merendeiras do Sebrae. A competição, que está em sua 8ª edição, aconteceu no Gigantinho Bilíngue de Ipioca, e reuniu três merendeiras da Rede Municipal de Ensino de Maceió.

Durante a competição, realizada no sábado (26), foram apresentadas três preparações: o Picadinho de Escondidinho de banana da terra e couve da terra, a Polenta recheada com Alcatra e entrecasca de melancia e o Risoto de Abóbora com Frango, preparado por Ivonete, que conquistou o primeiro lugar.

O Concurso de Merendeiras, uma iniciativa do Sebrae Alagoas, realizado em parceria com o Senac e prefeituras, busca valorizar as profissionais da rede municipal de ensino e estimular o uso de ingredientes da agricultura familiar na merenda escolar.

Em Maceió, a programação começou com uma apresentação de coco de roda realizada por estudantes do segundo período do Gigantinho Bilíngue de Ipioca.

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A avaliação das preparações foi realizada por uma comissão formada por estudantes da Rede Municipal de Ensino, uma analista de Gastronomia do Senac Alagoas, e uma nutricionista. Na competição, as participantes apresentaram preparações elaboradas a partir de produtos da agricultura familiar, seguindo os critérios do concurso e as orientações do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).

A vencedora recebeu R$ 500 e, assim como as demais competidoras, também foi contemplada com um kit de cozinha.

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Para Ivonete, o cuidado com a alimentação dos estudantes também passa pelo vínculo construído diariamente dentro da escola. “Eu cozinho com amor, com gosto. Eu digo para os meninos da escola que meus filhos foram alunos da escola municipal, então trabalho para eles como se fossem meus filhos. Eu faço o máximo possível.”

Formação profissional

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Antes da etapa municipal, as merendeiras participantes passam por capacitações teóricas e práticas voltadas ao aprimoramento do trabalho realizado nas cozinhas escolares. A formação aborda as normas do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), boas práticas de manipulação, técnicas de corte e montagem dos pratos, além do aproveitamento integral dos alimentos.

A etapa prática conta com a participação do Senac Alagoas, em parceria com o Sebrae, que contribui para o aperfeiçoamento das técnicas utilizadas pelas profissionais. Para Sandra Lyra, analista de Gastronomia e Turismo do Senac Alagoas e jurada do concurso, a parceria fortalece a iniciativa.

“O Senac fica muito feliz de participar e parabeniza o município por estar nesse processo. Também desejo boa sorte às merendeiras, para que sigam acreditando e trabalhando no poder da alimentação para o crescimento das crianças.”, ressaltou.

Além da preparação para a competição, a formação também é apontada pela Semed como uma oportunidade de atualização profissional. Para Ana Denise, coordenadora de Nutrição e Segurança Alimentar da Semed e responsável pela gestão e supervisão do PNAE, o processo contribui para o reconhecimento das profissionais e para a qualificação do serviço oferecido pela rede.

“Esse concurso é importante para a rede municipal porque traz a valorização e o reconhecimento da merendeira. Toda vez que tem essas edições do concurso, nossas merendeiras passam por formações que, além de concorrerem à premiação, elas também são formadas e se atualizam, e isso é bastante enriquecedor para a nossa rede.”, salientou.

Alimentação escolar

O concurso também está relacionado ao trabalho de educação alimentar e nutricional desenvolvido nas escolas municipais. Segundo a coordenadora de Nutrição, esse trabalho começa nas primeiras fases da vida e é realizado em parceria entre merendeiras e equipes pedagógicas, com o objetivo de contribuir para a formação de hábitos alimentares saudáveis que acompanhem os estudantes ao longo da vida e auxiliem na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, como obesidade, hipertensão e diabetes.

A receita apresentada por Ivonete foi pensada em todos esses quesitos: “Eu quis fazer uma receita que fosse viável para a merenda escolar, então fiz uma receita mais barata.” Para a competição, ela preparou um risoto de abóbora com frango, substituindo o queijo por leite batido com a polpa da abóbora para garantir cremosidade. Na preparação, utilizou arroz, verduras, leite, abóbora e frango, aproveitando integralmente a abóbora, incluindo a casca, sementes e a polpa.

A agricultura familiar e a qualidade da alimentação escolar estão entre os principais objetivos do concurso. Tatiana Eigler, analista da Unidade de Ambiente e Negócios do Sebrae Alagoas, explica que a iniciativa busca aproximar os alimentos produzidos no campo da alimentação servida diariamente aos estudantes: “A gente quer que cada vez mais a alimentação escolar seja de qualidade e valorize os produtos que vêm da roça.”

Trajetória

Ao longo das oito edições, receitas como o mandioqueijo e o brownie com sorvete de manga também ganharam destaque e passaram a integrar o livro de receitas do concurso. A iniciativa permite que as merendeiras apresentem sua criatividade e demonstrem como os produtos da agricultura familiar podem ser transformados em preparações adequadas à alimentação escolar.

Para Ivonete, a experiência reforça o significado do trabalho realizado diariamente nas cozinhas das escolas. “Eu sei que não é fácil, é um trabalho árduo, mas é uma coisa que a gente tem que fazer, aproveitando o máximo possível dos alimentos e colocando o nosso carinho. Trabalhando com amor. A cozinha é amor.”

Foto: Brendha Almeida/Ascom Semed

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