
O Hospital da Cidade (HC) realizou uma ação de conscientização em alusão ao Dia Mundial da Segurança do Paciente. A iniciativa, coordenada pelo Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), levou informações sobre as Metas Internacionais de Segurança do Paciente para os diferentes setores da unidade e criou uma atividade específica para pacientes da Nefrologia.
A mobilização ocorreu na quinta-feira (17) e acompanha a campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS), que, em 2026, chama atenção para a segurança no cuidado de pessoas com doenças não transmissíveis, especialmente aquelas que convivem com condições crônicas e precisam de acompanhamento contínuo. O slogan deste ano, “Cuidado seguro para a vida!”, destaca a necessidade de reduzir riscos em todas as etapas da assistência, do diagnóstico ao tratamento, e ao acompanhamento de longo prazo.
No Hospital da Cidade, parte da estratégia foi levar as metas de segurança para a rotina dos próprios profissionais. Cards com os principais protocolos foram distribuídos entre trabalhadores das áreas assistenciais e administrativas e passaram a ser utilizados nos crachás. A proposta é manter as orientações presentes no cotidiano das equipes e reforçar que a segurança do paciente não depende exclusivamente de quem está diretamente envolvido na assistência.
“Essas metas são conceitos ligados aos maiores números de eventos adversos em ambiente hospitalar. São conceitos básicos do cuidado e, seja quem está na assistência, ou quem está no setor administrativo. Dentro do ambiente hospitalar, ele tem impacto no cuidado do paciente”, explica Paula Souza Ferreira, enfermeira do Núcleo de Segurança do Paciente do HC.
A programação também foi direcionada aos pacientes da Nefrologia. A escolha do setor está relacionada à característica do tratamento, que exige acompanhamento frequente e prolongado e, consequentemente, uma participação mais ativa do paciente no próprio cuidado.
No setor, além das orientações sobre as metas de segurança, foi instalado um painel para que os pacientes possam registrar percepções sobre o tratamento e refletir sobre atitudes que podem contribuir para a prevenção de riscos. A proposta do NSP é reforçar o conceito de que o paciente também pode funcionar como uma barreira de segurança, identificando situações, fazendo perguntas e participando das decisões relacionadas ao seu cuidado.
“A gente tem fortalecido isso dentro da Nefrologia, direcionado aos pacientes. Eles precisam se entender como parte desse cuidado, como uma barreira dentro do processo. São participantes e ativos no cuidado deles”, frisa Paula.
A iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da cultura de segurança no Hospital da Cidade. Para Camila Porciúncula, diretora-presidente do Maceió Saúde, organização social responsável pela gestão da unidade, a adoção de práticas de segurança deve estar incorporada aos processos de trabalho.
“Uma assistência segura começa na organização dos processos, mas depende também da atuação diária das equipes e da participação do paciente. Por isso, ações de conscientização são importantes para transformar protocolos em práticas presentes na rotina do hospital”, pontua.
A diretora-geral do Hospital da Cidade, dra. Célia Fernandes, acrescenta que o trabalho envolve diferentes áreas da unidade. “Quando falamos em segurança do paciente, estamos falando de um processo que envolve toda a instituição. Cada profissional tem uma responsabilidade dentro dessa cadeia de cuidado, e o paciente também precisa ser ouvido e orientado para participar desse processo”, complementa.
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