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Alunos do EJA debatem combate à violência contra a mulher

A Escola Municipal Osvaldo Cruz transformou o combate à violência contra a mulher em componente curricular. Estudantes da Educação de Jovens e Adul...

17/09/2026 às 10h56
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Campo Grande - MS
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS
Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande - MS

A Escola Municipal Osvaldo Cruz transformou o combate à violência contra a mulher em componente curricular. Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) participaram, nesta terça-feira (15), de uma roda de conversa focada na reflexão sobre machismo estrutural, relações afetivas e feminicídio.

A atividade integra o projeto “EJA na Prevenção da Violência Contra a Mulher: Currículo, Escuta e Conscientização”. A Secretaria Municipal de Educação (Semed) organiza a iniciativa, estendendo as dinâmicas de conscientização até o mês de outubro na unidade de ensino.

As discussões ultrapassam o formato tradicional de palestras. A rotina escolar incorpora a leitura de gráficos e tabelas sobre a relação entre vítimas e autores de agressões, unindo os dados estatísticos à grade de ensino. Educadores, técnicos da Semed e acadêmicos de Psicologia auxiliaram as turmas nas análises.

A técnica da Divisão de Políticas Específicas da Educação (DPEE), Marcela Ortiz Leal, detalhou a aplicação prática. “É um momento de aula. A gente está dando vários exemplos de como falar dessa temática usando a Matemática”, explicou.

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A troca de vivências gerou debates aprofundados. A técnica da DPEE, Fabiane Brito de Araújo, ressaltou o engajamento do grupo na desconstrução de comportamentos herdados culturalmente.

“A desconstrução é devagar. E ouvir vocês falando sobre isso é uma esperança enorme. Se têm filhos, netos, sobrinhos ou primos, vocês são uma referência com essa fala do que é ser um homem na sociedade saudável”, destacou Fabiane.

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Prestes a completar 50 anos de união conjugal, o aluno Valdivino Rodrigues, de 68 anos, expôs a sua visão sobre o respeito doméstico durante as discussões de grupo.

“Eu acho o seguinte: os direitos são iguais. Muitos não aceitam, acham que são donos, mas não é assim que funciona. Se um está brigando e o outro não quer, sai da briga. Eu saio. Se você sair, não tem briga. Se você ficar ali, você fala, ela fala”, contou Valdivino.

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Os encontros proporcionam ainda espaço para acompanhamento individual. Estudantes do 10º semestre de Psicologia da Unigran Capital ficam à disposição para escutar os alunos despertados pelas temáticas. Homens e mulheres já buscaram suporte especializado após os debates em sala.

A acadêmica Ana Paula Holland Barreto Rocha pontuou o andamento dos atendimentos sigilosos e focados no amparo emocional.

“Algumas pessoas disseram que sim e foram separadas entre os estagiários. A gente veio fazer esses atendimentos mais individuais. Não é uma psicoterapia, é um processo de aconselhamento psicológico”, explicou a universitária.

#PraTodosVerem: A imagem mostra alunos em sala de aula e a professora na frente da turma

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