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Economia CRÉDITOS

Brasileiros estão tomando créditos mais caros, como cartão e não consignado.

Após o ano de 2021 ser marcado pela inflação alta e preocupações fiscais, a expectativa para 2022 não é muito diferente, especialmente se for levado em consideração as incertezas trazidas pelas eleições. Em um cenário como esse, o endividamento das famílias vem crescendo e o pior: em linhas de crédito mais caras, segundo a XP Investimentos.

18/02/2022 às 12h57 Atualizada em 18/02/2022 às 13h19
Por: Paulo Amâncio Fonte: Redação Coletivo IBI
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Saldo de crédito para as pessoas físicas cresceu 21% em 2021. Foto: Reprodução internet ( bxblue.com.br )
Saldo de crédito para as pessoas físicas cresceu 21% em 2021. Foto: Reprodução internet ( bxblue.com.br )

Relatório aponta que o saldo de crédito para as pessoas físicas cresceram 21% em 2021. No ano anterior, o crescimento havia sido menor, de apenas 10%. E um dado relevante é que houve uma maior contribuição para esse recente crescimento de crédito para as pessoas físicas em linhas chamadas "clean" (ou seja, sem garantias), como o cartão de crédito e crédito sem consignação, representando quase o dobro do crescimento visto em 2018 e 2019, por exemplo.

O cartão de crédito, por exemplo, mostrou um crescimento de aproximadamente 30% em 2021. Já o crédito não consignado cresceu quase 40% no ano passado.

Vale lembrar que a taxa de juros do cartão de crédito rotativo subiu para 349,6% ao ano em dezembro. Já a taxa do cartão de crédito parcelado atingiu a média de 158,61% ao ano em janeiro deste ano.

No caso do crédito pessoal não consignado, a taxa média de juros observada pelo Banco Central era de 68,41% ao ano em janeiro. Curiosamente, essa foi uma das linhas que ficou mais barata desde que a Selic começou sua trajetória de alta em março de 2021.

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No entanto, ela ainda é uma das mais caras do mercado. Para se ter uma ideia, o consignado do setor público, tem juros médios de 20,5% ao ano; no consignado do setor privado os juros são de de 35% ao ano e no consignado do INSS, 25,7% ao ano.

Segundo o documento da XP Investimentos, dados do Banco Central mostram que o nível de comprometimento da renda das famílias está no maior patamar dos últimos 15 anos e segue em trajetória de altaO endividamento das famílias atingiu 51% em outubro de 2021, o maior da série história iniciada em 2005.

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Linhas de crédito pessoal

Linhas de crédito                                          Juro médio em janeiro de 2022

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Cheque especial                                            139,51%

Aquisição outros bens                                   33,08%

Crédito pessoal não consignado                    68,42%

Consignado setor privado                              34,96%

Consignado setor público                              20,56%

Consignado INSS                                          25,78%

Aquisição de veículos                                   25,19%

Cartão de crédito parcelado                          158,61%

Fonte: Banco Central / Valor Investimentos

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