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Araçatuba inicia processo formativo para fortalecer o trabalho dos profissionais do SUAS

A Prefeitura de Araçatuba, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), iniciou, nesta segunda-feira (14), o processo formativo v...

15/09/2026 às 10h42
Por: Redação Fonte: Prefeitura de Araçatuba - SP
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Foto: Reprodução/Prefeitura de Araçatuba - SP
Foto: Reprodução/Prefeitura de Araçatuba - SP

A Prefeitura de Araçatuba, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SMAS), iniciou, nesta segunda-feira (14), o processo formativo voltado à educação permanente, à supervisão e ao fortalecimento dos processos de trabalho do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). A iniciativa é conduzida pela Secretaria de Assistência Social, sob a direção do setor de Gestão do Trabalho e Educação Permanente e do Núcleo de Educação Permanente, em parceria com a empresa Vira e Mexe – Desenvolvimento de Pessoas.

O processo terá duração de 24 meses e envolverá 300 trabalhadores do SUAS em Araçatuba, entre servidores da Secretaria Municipal de Assistência Social e trabalhadores das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que integram a rede socioassistencial. A formação será organizada em dois ciclos de 12 meses, com aproximadamente 150 participantes em cada etapa.

A proposta busca estabelecer referências comuns para os profissionais que atuam na gestão, nos serviços públicos e nas organizações parceiras, relacionando os conteúdos estudados às situações encontradas no cotidiano dos serviços.

A metodologia não se limita à realização de aulas. O percurso prevê levantamento de demandas, oficinas presenciais, seminários temáticos virtuais, atividades práticas monitoradas a distância, reuniões de acompanhamento e produção de materiais. Em cada ciclo, estão previstas seis oficinas presenciais, quatro seminários virtuais e seis atividades práticas monitoradas, além do acompanhamento sistemático do Núcleo de Educação Permanente.

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Profissionais responsáveis

O trabalho será conduzido por Stela da Silva Ferreira e Abigail Silvestre Torres, profissionais com trajetória acadêmica e técnica relacionada à assistência social, ao SUAS e à educação permanente.

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Stela Ferreira é doutora em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com tese sobre educação permanente no SUAS, e mestre em Serviço Social pela mesma instituição, onde estudou a inserção dos trabalhadores no Sistema Único de Assistência Social e a Norma Operacional Básica de Recursos Humanos. Também é graduada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo (USP).

Abigail Silvestre Torres é doutora em Serviço Social pela PUC-SP, com pesquisa sobre segurança de convívio e convivência como direito de proteção na assistência social. É mestre em Serviço Social e graduada em Serviço Social pela mesma universidade, além de ter realizado pós-doutorado na Universidade Cruzeiro do Sul, na área de políticas públicas e análise institucional.

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As duas profissionais têm desenvolvido, nos últimos anos, ações de formação, oficinas e supervisão relacionadas ao SUAS, incluindo trabalho social com famílias, articulação entre proteção social básica e especial, acolhida e acompanhamento, segurança de convivência e aprimoramento dos processos de trabalho.

Conhecimento aplicado ao cotidiano dos serviços

Um dos principais resultados previstos é a construção e a sistematização dos processos de trabalho dos serviços socioassistenciais de Araçatuba.

O secretário municipal de Assistência Social, Edson Terra, destaca que a formação representa um investimento nos profissionais responsáveis pela execução cotidiana da política pública.

“Qualificar quem faz o SUAS é também qualificar o SUAS que chega às pessoas. Queremos que esse processo permita às equipes estudar, refletir, experimentar, avaliar e reconstruir suas práticas a partir das necessidades encontradas no território. O objetivo é construir referências comuns, fortalecer a articulação da rede e transformar o conhecimento produzido no cotidiano em uma referência institucional para os nossos serviços”, afirma.

Segundo a proposta, o resultado esperado não se limita à formação dos 300 trabalhadores. Para os usuários da política de assistência social, a qualificação dos processos de trabalho deve contribuir para maior continuidade nos atendimentos e encaminhamentos, integração entre os serviços e maior consistência técnica nas respostas oferecidas pela rede.

“O cidadão é o destinatário final desse investimento. Quando os profissionais trabalham com referências comuns e os serviços dialogam melhor entre si, fortalecemos a capacidade do município de oferecer respostas mais consistentes às situações de vulnerabilidade”, completa Edson Terra.