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Semeando Informação debate créditos de carbono e tokens florestais como novos caminhos para preservar o meio ambiente

Engenheiros convidados explicam como pequenos investimentos já ajudam produtores rurais paranaenses a transformar áreas conservadas em renda.

14/09/2026 às 18h42
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná
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Do teto de emissões às reservas legais: entenda como diferentes mecanismos buscam transformar floresta em pé em valor econômico. - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Do teto de emissões às reservas legais: entenda como diferentes mecanismos buscam transformar floresta em pé em valor econômico. - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A edição doSemeando Informaçãodesta segunda-feira (14) mostra que proteger a natureza também pode virar negócio, e não precisa ser só coisa de gente rica ou de grande empresa. O programa recebe o engenheiro florestal e cientista de dados Avner Paes Gomes e o engenheiro Marco Giotto, CEO da 4Rest Preservation, para explicar dois caminhos que estão surgindo no Paraná para financiar a conservação ambiental: o mercado de créditos de carbono e os tokens florestais.

A conversa parte da Lei federal nº 15.042/2024, que criou o Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa e estabeleceu as bases para o mercado regulado de créditos de carbono no país. Avner explica que a lógica é simples: o governo estabelece um teto de emissões, e as empresas que reduzem ou recuperam áreas podem gerar créditos negociáveis. Mas ele faz um alerta importante: "hoje a gente tem a lei, mas não tem o mercado" — a regulamentação ainda está em fase de estruturação.

É justamente essa lacuna que os tokens florestais tentam preencher agora, de forma voluntária e mais acessível. Segundo Marco Giotto, enquanto o crédito de carbono "atinge apenas grandes projetos, grandes áreas, com grandes empresas", os tokens nascem para aproximar o cidadão comum da preservação, trocando a métrica complexa da tonelada de carbono por algo que todo mundo entende: o metro quadrado de mata preservada.

No programa, os convidados detalham um exemplo prático já em funcionamento em Curitiba, com uma parceria entre uma concessionária de motos e um projeto de conservação de araucárias em Palmas, no sul do Estado — e revelam quanto custa, hoje, um metro quadrado de floresta protegida. A dupla também comenta os riscos de fraude nesses mercados, a diferença de preço entre o carbono negociado no Brasil e na Europa, e como pequenos e médios produtores rurais podem transformar áreas de reserva legal em fonte de renda.

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Para conferir a entrevista completa, com todos os detalhes sobre como funciona a certificação, os valores praticados e os primeiros passos para quem quer entrar nesse mercado, assista ao programa na íntegra no canal doSemeando Informaçãono YouTube da Assembleia Legislativa do Paraná.

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