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Prefeitura entrega mais de 1.500 aparelhos auditivos gratuitos

Iniciativa garante qualidade de vida e gera economia para pacientes via SUS. No mercado, dispositivos custam a partir de R$ 7 mil.

14/09/2026 às 13h06
Por: Redação Fonte: Agência Belém
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Crédito: Patricia Madrini
Crédito: Patricia Madrini

Para algumas pessoas, ouvir novamente uma voz querida, acompanhar uma conversa ou simplesmente perceber os sons ao redor pode representar muito mais do que um tratamento de saúde. É recuperar autonomia, fortalecer vínculos e voltar a participar de momentos que, aos poucos, pareciam ficar distantes.

Na sexta-feira (11), Yan Dias, de 23 anos, e Heloisa da Silva, de 18, viveram um desses momentos. Os estudantes receberam o aparelho auditivo pela rede municipal de saúde de Belém – uma ocasião marcada por alegria, emoção e expectativa pelas mudanças que o dispositivo pode trazer para a rotina.

Só em 2026, o Departamento de Regulação (Dere) da Sesma contabilizamais de 1.500 encaminhamentos para avaliação em saúde auditiva.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Foto: Reprodução/Agência Belém

A experiência de Yan representa o propósito do cuidado oferecido pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), que garante à populaçãoacesso à avaliação, ao diagnóstico e à reabilitação auditiva pelo SUS.

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Como ter acesso aos aparelhos auditivos

Crédito: Patricia Madrini
Crédito: Patricia Madrini

O acesso começa na Atenção Primária, quando o profissional médico da unidade de saúde identifica a necessidade e solicita, por meio do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), consulta em otorrinolaringologia – saúde auditiva

Os reguladores do Dere fazem a triagem dos cadastros e encaminham os pacientes, conforme a disponibilidade de vagas, para os prestadores Audioclínica, Hospital Bettina Ferro de Souza e Instituto de Saúde Auditiva (ISA). Essas unidades realizam as avaliações e os exames necessários, além dos encaminhamentos para programação da entrega, orientação de uso, manutenção, reparo e reavaliação.

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Há também uma segunda possibilidade de acesso. Quando o usuário já está em processo de investigação e realiza exames em um serviço especializado, a equipe pode identificar a perda auditiva e, havendo indicação clínica, solicitar à regulação o benefício do aparelho.

Nos serviços especializados, o paciente passa por avaliação clínica e exames audiológicos para identificar a existência, o tipo e o grau da perda auditiva. A partir dos resultados, a equipe define o aparelho de amplificação sonora individual mais adequado.A reabilitação inclui as etapas de seleção, programação, entrega e adaptação do aparelho, além de orientações sobre uso, cuidados e manutenção e acompanhamento especializado.

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Crédito: Patricia Madrini
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Leandro Torres, fonoaudiólogo e sócio-proprietário da Audioclínica, afirma que o serviço representa uma oportunidade de devolver ao usuário mais autonomia.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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Ele explica que cada pessoa tem uma necessidade diferente. Por isso, existem aparelhos indicados para diferentes graus de perda auditiva, desde casos leves e moderados até perdas mais profundas, que precisam de maior potência.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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Para quem recebe o equipamento, a mudança ocorre em situações simples do cotidiano: acompanhar uma conversa sem precisar pedir que a pessoa repita, ouvir melhor durante uma ligação, perceber os sons ao redor ou participar de uma atividade escolar com mais segurança.

Crédito: Patricia Madrini
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Foto: Reprodução/Agência Belém
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Leandro destaca que o processo de adaptação também faz parte do cuidado.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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A reabilitação auditiva pode contribuir para ampliar a autonomia, a comunicação e a convivência familiar e social. Por isso, o acompanhamento continua mesmo após a entrega do aparelho.

Cuidado que começa antes do aparelho

A saúde auditiva exige atenção em todas as fases da vida.Crianças, idosos, trabalhadores expostos a ruídos intensos e pessoas que percebem mudanças na capacidade de ouvir devem procurar avaliação profissional.

Dificuldade para compreender conversas, necessidade frequente de aumentar o volume da televisão, sensação de ouvido tampado ou impressão de que as pessoas estão falando baixo são alguns sinais que merecem atenção. A exposição prolongada a sons muito altos também pode causar danos à audição.

Nas crianças, a identificação precoce de alterações auditivas é especialmente importante para favorecer o desenvolvimento da comunicação, da aprendizagem e da interação social.

Em Belém, o SUS oferece o caminho para investigação e, quando houver indicação, reabilitação auditiva. Para iniciar o atendimento, o usuário deve procurar sua Unidade de Saúde de referência e passar por avaliação médica, que poderá realizar o encaminhamento pelo Sisreg.

Mais do que disponibilizar uma tecnologia assistiva, a rede municipal busca oferecer um cuidado que acompanhe o usuário desde a identificação da possível perda auditiva até a adaptação ao aparelho. Para Yan e Heloísa, esse cuidado ganha um significado especial: a possibilidade de ouvir melhor, se comunicar com mais segurança e voltar a participar plenamente dos momentos do dia a dia.

Foto: Reprodução/Agência Belém
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