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Cultura Lençóis - Bahia

Festival de Lençóis dá sequência à programação com plantio de mudas, reforço da cultura popular e consagração de grandes shows.

Segundo dia do evento reuniu ações de preservação ambiental, artesanato, manifestações da cultura quilombola, roda de conversa sobre o Jarê e shows.

06/09/2026 às 14h29
Por: Fábio Costa Pinto Fonte: Bruno Ganem / Assessoria
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Crédito da imagem - Claudiane Souza / Divulgação.
Crédito da imagem - Claudiane Souza / Divulgação.

O segundo dia do Festival de Lençóis deu sequência à programação com uma agenda marcada pela diversidade cultural e por uma atividade voltada à preservação ambiental. Logo no início da manhã, neste sábado (5), a organização do evento promoveu o plantio de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, como jenipapo, pau-pombo, tamboriú e jacarandá-da-Bahia, reunindo cerca de 30 pessoas, entre turistas, guias, crianças e público interessado na iniciativa.

Ao todo, foram plantadas 50 mudas, em uma ação realizada em parceria com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), na área do Parque da Muritiba, na região da Trilha da Cachoeirinha. Já na parte da tarde, a Feira de Artesanato da Bahia teve sequência reunindo artistas plásticos e artesãos locais. O espaço movimentou a cidade com a comercialização de peças, objetos e acessórios produzidos por quem vive e trabalha na região. Moradora de Lençóis há 25 anos, Edite Bispo, que produz peças com palha, destacou a importância de participar do festival. “Eu sempre participo e adoro essa oportunidade. É muito bom estar aqui, mostrando e comercializando nosso trabalho, conhecendo pessoas e encontrando quem vem ao evento interessado na nossa arte”, afirmou.

A programação cultural teve sequência com a apresentação do Grupo de Teatro Infantil Meteoritos e logo depois com a Marujada Quilombola do Remanso e a Marujada Barcas em Rios. Com música, tradição, ancestralidade e memória, as manifestações levaram ao público expressões importantes da cultura popular e quilombola da região. “É muito gratificante participar. Trouxemos 12 integrantes para fazer a apresentação, cantando as canções da Marujada. Uma tradição que existe desde 1914”, destacou Mestre Lício, da Marujada Barcas em Rios.

Outro momento de destaque da tarde foi a roda de conversa “Jarê Encantado, Ancestralidade e Patrimônio Cultural”, que reuniu Sandoval do Jarê do Ogum, Dona Maninha, do Quilombo do Remanso, Hermano Queiroz, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), além da participação de Ângela Guimarães, da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (SEMPROMI), e Pedro Rangel, praticante do Jarê.

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A ação contou com mediação da jornalista Cleidiana Ramos e abordou o Jarê como uma manifestação própria da Chapada Diamantina, além de aspectos de seu processo histórico e de outras religiões de matriz africana no Brasil. A conversa também destacou a importância dos terreiros como fontes de civilização e conhecimento que contribuíram e continuam contribuindo para a formação da sociedade, além da presença da herança africana na língua portuguesa, com palavras de origem bantu incorporadas ao cotidiano. Entre os temas, também foram ressaltados os diferentes tipos de caboclos, especialmente da figura do Caboclo Sete Serras.

Fechando a programação do Mercado Cultural, a performance Auto do Boi Diamante levou ao palco uma manifestação ligada ao universo do boi-bumbá e à cultura popular. Para Zé Livera, cuidador e integrante do Boi Diamante, a apresentação teve como propósito fortalecer e compartilhar essa tradição. “Nosso objetivo é levar a cultura do boi-bumbá, que tem uma relação muito forte com Lençóis e com a cultura popular. Foi muito bonito ver a receptividade do público, que demonstrou interesse e interagiu com com a gente”, afirmou.

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Já à noite, foi a vez do Palco Lençóis receber uma programação musical que começou às 19h30, com André Fonseca & Jamile Santos. Às 21h subiu ao palco Rachel Reis. Fechando, às 23h, foi a vez de Michel Teló comandar a festa com hits e clássicos do sertanejo, encerrando a segunda noite do festival.

André Fonseca e Jamile Santos apresentaram no festival um novo show, pensado a partir da atual fase da dupla como artistas independentes. “A ideia foi mostrar que somos uma potência, que podemos fazer acontecer e ocupar esses espaços”, destacou André. Jamile completou ressaltando que confluir é a palavra central da nova proposta. “A gente acredita muito nessa filosofia de confluir. É o elemento do sol, da terra, tudo misturado, tudo se encontrando e formando uma coisa só”, afirmou.

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Rachel Reis destacou o fato de ser o seu primeiro show em Lençóis. “Estava até apreensiva, se as pessoas iam me ver, se iam me assistir. Não só juntou uma galerinha, como até o final da praça tinha gente. Uma energia incrível, o calor e a recepção não poderiam ter sido melhores”.

Já Michel Teló também destacou o fato de ser a sua estreia no festival e que era o primeiro sertanejo da história a participar. Destacou que quer voltar para Lençóis e Chapada Diamantina, desta vez para passear. “Só agradecer o carinho do público. É um evento conhecido por ser eclético, por ser uma grande mistura. Por isso no show quis trazer um pouco de todos os ritmos. Muito feliz em estar aqui”.

Programação deste domingo (6), último dia do Festival de Lençóis.

Mercado cultural:

14h às 22h – Feira do Artesanato da Bahia;

15h – Capoeira Corda Bamba;

17h – Palestra: A importância de desacelerar a vida e conviver com a natureza com Alexandre Coimbra e mediação de James Martins.

Coreto:

18h – Trio de forró com Élisson Moura & convidados

Palco Lençóis:

19h30 – Phylarmônica Lyra Popular de Lençóis;

21h – Larissa Luz;

23h – Cidade Negra.

 

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Sobre o município Os municípios baianos representam quase 7,5% dos 5 570 municípios em todo território nacional brasileiro. Diversos em muitos termos, os municípios são a unidade político-administrativa do país que está mais próxima ao cotidiano das pessoas. E o município de Salvador destaca-se por ser a capital estadual da Bahia, entretanto, a sede do governo estadual é temporariamente transferida todo 25 de junho para o município de Cachoeira, desde 2007. Publicação de norte a sul, leste a oeste.
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